Clube alerta para mudança na PEC da Segurança que retira do esporte recursos já previstos na legislação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mosaico na torcida do Flamengo no Maracanã com a marca de bet — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo Patrocinado por uma casa de apostas, o Flamengo se manifestou nesta segunda-feira contra a mudança incluída na PEC 18, a chamada PEC da Segurança, que retira do esporte parte dos recursos provenientes dos impostos pagos pelas BETs. O clube afirma apoiar o fortalecimento da segurança pública, mas defende que isso não ocorra às custas do financiamento do esporte. Na avaliação do Flamengo, os recursos destinados ao setor desde a regulamentação das apostas esportivas já fazem parte do ecossistema esportivo brasileiro e são importantes para sua manutenção e desenvolvimento. A PEC ainda será analisada pelo Senado. Confira a nota do Flamengo O Flamengo acompanha com preocupação uma alteração incluída na PEC 18, conhecida como PEC da Segurança, durante sua tramitação na Câmara dos Deputados. O texto modificou a distribuição dos recursos provenientes dos impostos pagos pelas BETs, retirando do esporte parte dos valores que lhe eram destinados. A mudança ocorreu na etapa final da tramitação da proposta na Câmara, antes do recesso parlamentar de julho. Agora, com a retomada da discussão o tema volta a exigir atenção. O Flamengo considera fundamental deixar clara sua posição: o clube apoia o fortalecimento da segurança pública e a destinação de mais recursos para essa área. O que defende é que isso não aconteça às custas do esporte, já que o mercado de apostas esportivas depende de competições, clubes e jogos e, por isso, desde a regulamentação das BETs no Brasil, parte dos recursos gerados pela atividade foi destinada ao esporte. Retirar esses recursos significa reduzir uma fonte de financiamento já incorporada ao ecossistema esportivo brasileiro e que contribui para a manutenção e o desenvolvimento do esporte no país. Durante muitos anos, entidades esportivas lutaram para ampliar as fontes de financiamento disponíveis para o setor. Hoje, o desafio tornou-se ainda mais básico: preservar recursos que já foram destinados ao esporte e que, neste caso, têm sua própria origem diretamente relacionada à atividade esportiva. A PEC deverá ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e, posteriormente, pelo plenário. O Flamengo espera que, ao longo desse processo, seja possível encontrar uma solução. O relator da matéria, Senador Rogério Carvalho, do PT de Sergipe, tomou conhecimento da preocupação da comunidade esportiva, que espera que ele seja receptivo às propostas apresentadas para evitar o corte de verba do esporte. Defender a segurança pública e defender o esporte não são posições incompatíveis. O caminho deve ser buscar os recursos necessários para financiar os avanços na segurança sem enfraquecer uma atividade que também exerce papel fundamental para o desenvolvimento do país. Investir no esporte é investir na formação de cidadãos. É ampliar oportunidades, promover educação, saúde, disciplina e convivência, fortalecer vínculos sociais e oferecer perspectivas a crianças e jovens em todo o Brasil. Preservar os recursos destinados ao esporte é, portanto, preservar uma política de enorme alcance social e que também contribui, na sua origem, para a construção de uma sociedade mais segura.