Eles conversaram sobre as eleições, desenvolvimento econômico do Brasil e oportunidades de investimento, especialmente em terras-raras 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 André Esteves , sócio do BTG Pactual, encontrou-se com o presidente Donald Trump — Foto: Gabriel de Paiva / Agência Globo O banqueiro André Esteves, sócio do BTG Pactual, reuniu-se com o presidente americano Donald Trump no último sábado dia 29. A informação foi publicada pelo jornal Metrópoles e confirmada pelo GLOBO. A reunião ocorreu no luxuoso Trump National Golf Club, localizado nos arredores de Washington, e contou com a participação da chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles. De acordo com interlocutores de Esteves, Trump perguntou sobre as eleições brasileiras, desenvolvimento econômico do Brasil e oportunidades de investimento, especialmente em setores como terras-raras. Esteves afirmou ao presidente americano que o sistema eleitoral brasileiro é totalmente confiável, mesma resposta que o presidente Lula havia dado a Trump durante telefonema no dia 21 de agosto. Eles falaram ainda sobre a Venezuela e a América Latina, em geral. O Palácio do Planalto foi informado por André Esteves sobre a agenda com o presidente americano. Nesta segunda, Esteves já estáa no Brasil, onde fez a abertura do Macro Day 2026, evento do banco Pactual, reunindo economistas, políticos e autoridades para discutir a situação econômica do país. À noite, Esteves será um dos convidados do jantar oferecido pelo presidente Lula a banqueiros e empresários em Brasília. A expectativa do governo brasileiro é de que, durante o encontro, o sócio do BTG Pactual compartilhe os bastidores e os detalhes de sua conversa com Trump. Esteves também jantou recentemente com o senador Flávio Bolsonaro, no dia 19 de agosto, candidato à presidência pelo PL. A agenda do banqueiro com Trump ocorre em um momento crucial para as relações bilaterais. O governo brasileiro tenta reverter ou mitigar o impacto do "tarifaço" imposto por Washington, que restabeleceu uma sobretaxa de 25% sobre exportações brasileiras no início de agosto, mais uma alíquota de 12,5% com base em falta de fiscalização de trabalho forçado. Redata na pauta, que não tem tema proibido As negociações oficiais entre Brasil e EUA foram retomadas nesta segunda-feira, numa reunião virtual entre o ministro brasileiro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, marcando o primeiro contato formal para discutir flexibilizações das novas tarifas. Mas as conversas não avançaram. Também no Macro Day, que teve a participação de Geraldo Alckmin, o vice-presidente classificou as tarifas americanas de até 37,5% sobre produtos brasileiros como "injustas", justificando que o Brasil é um país aberto — cobrando uma taxa média de apenas 3,1% de imposto de importação sobre produtos americanos e isentando 76% deles de tarifas ("ex-tarifário"). O vice-presidente destacou que a conversa entre os presidentes Lula e Trump, no telefonema que antecedeu a reabertura das negociações, foi positiva e, segundo ele, "não tem tema proibido" e o foco do governo é buscar um cenário de "ganha-ganha", já que os EUA são o maior investidor no Brasil e o principal comprador de manufaturados brasileiros. Sobre o Redata, projeto que visa a estimular a instalação de data centers no Brasil, Alckmin estimou que a aprovação da medida no Congresso poderia atrair perto de R$ 1 trilhão em investimentos para o setor no Brasil, impulsionados pela oferta abundante de energia renovável no país. — O Redata é de forte interesse das empresas americanas e o tema certamente estará na mesa de negociações bilaterais de forma estratégica — disse o vice-presidente. No ano passado, o empresário Joesley Batista, da J&F, dona da JBS, encontrou-se com Donald Trump e ajudou a promover um encontro com Lula. Joesley tratou tratou com Trump de pautas ligadas ao setor de carnes e celulose, discutindo tarifas de importação e os impactos dos custos para os consumidores americanos. Os irmãos Batista tem na operação americana da JBS mais de 50% das receitas do grupo.