'Vamos atacá-los com força. Haverá uma resposta', disse presidente americano à Fox News nesta segunda-feira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes de assinar uma ordem executiva no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, em 27 de agosto de 2026 — Foto: Al Drago/The Washington Post/Bloomberg O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu uma resposta aos ataques do Irã contra bases americanas na Jordânia. “Vamos atacá-los com força. Haverá uma resposta”, disse Trump à Fox News nesta segunda-feira. Segundo o chefe da Casa Branca, as forças americanas interceptaram os mísseis iranianos, com exceção de um que foi deixado passar pelas defesas aéreas porque não atingiria nenhum alvo. Uma fonte americana afirmou à emissora que não houve impactos significativos após os bombardeios iranianos. Mais cedo, em postagem na Truth Social, Trump escreveu que o Irã “é oficialmente uma nação fracassada” e que o país “ESTÁ MORTO!”. “Eles não têm Marinha, não têm Força Aérea, não têm moeda, não estão pagando seus soldados nem policiais, a inflação está em 300%, e sua liderança está em total desordem e é incapaz de representar adequadamente o país”, disse o presidente americano. Presidente dos EUA, Donald Trump, diz nas redes sociais que o Irã é um país 'morto' — Foto: Reprodução/Truth Social Entre a noite de domingo e madrugada de segunda-feira, Washington e Teerã trocaram ataques, rompendo um período de um mês de relativa calma e reforçando os sinais de que a guerra iniciada há seis meses está longe de terminar. As Forças Armadas americanas disseram ter bombardeado tropas iranianas na ilha de Larak que se preparavam para lançar foguetes carregados com minas no Estreito de Ormuz. O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que houve mortos e feridos, sem detalhar o número. Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana (IRGC) afirmou ter atacado bases na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos que abrigam militares americanos. A Jordânia disse ter interceptado oito mísseis, enquanto os Emirados informaram ter respondido a um drone iraniano. Não houve relatos de danos ou vítimas nesses ataques. A retomada dos confrontos ocorre em meio ao impasse entre os dois países sobre o Estreito de Ormuz. O Irã tem restringido o tráfego pela rota estratégica e exige concessões para reabri-la, enquanto o governo Trump intensifica a pressão econômica, com bloqueio naval aos portos iranianos e novas sanções. Apesar da nova escalada, Trump também disse à Fox que Teerã demonstra interesse em retomar as negociações, mas manifestou dúvidas sobre a possibilidade de um acordo. “Eles querem muito se reunir”, disse. “Só não sei se é possível confiar que eles cumprirão um acordo.” O presidente ainda afirmou que as sanções americanas, que foram intensificadas na semana passada pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, estão tendo um forte impacto sobre o Irã, em meio à queda das exportações de petróleo e à desvalorização do rial. Anwar Gargash, uma importante autoridade dos Emirados Árabes Unidos, lamentou nesta segunda que o cessar-fogo de junho tenha “fracassado em traçar um roteiro prático e aceitável” para encerrar o conflito. Ele defendeu um novo acordo que devolva Ormuz à situação anterior à guerra. “O estado de nem guerra nem paz não pode ser uma solução sustentável”, escreveu Gargash em publicação no X. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, por sua vez, disse que seu país não busca a guerra, mas responderá de forma decisiva a qualquer agressão. “Jamais permaneceremos em silêncio diante de qualquer agressão...”, declarou, segundo a mídia estatal, antes de uma visita ao Quirguistão. Na semana passada, o almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom), afirmou que as minas iranianas foram retiradas com sucesso das rotas internacionais de navegação no estreito. Uma vista aérea feita por drone mostra embarcações perto do Estreito de Ormuz, vistas de Musandam, em Omã, em 28 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Stringer Apesar do impasse em torno de Ormuz e da retomada dos ataques, Teerã tem afirmado que a via diplomática continua aberta. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse, também na semana passada, que o país está disposto a retomar as negociações com os EUA, mas condicionou qualquer avanço ao abandono da campanha de pressão econômica de Washington. Entre as principais exigências iranianas está o fim do bloqueio americano aos portos do país, que restringe as exportações de petróleo e a importação de produtos essenciais, agravando as dificuldades econômicas do regime teocrático.