Mandados são cumpridos na Barra da Tijuca e em Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio; a ação é decorrente de investigação da Polícia Civil do Espírito Santo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 David Corrêa, o DVD, do Vasco, chegando na 14ª DP, no Leblon. O jogador é alvo de operação que mira organização criminosa ligada ao tráfico interestadual de drogas e de armas. — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo O atacante David Corrêa, o DVD, do Vasco da Gama, prestou depoimento na 14ª DP (Leblon), na Zona Sul do Rio, e deixou o local por volta das 9h40 desta segunda-feira (31). O jogador foi alvo de um mandado de busca e apreensão em uma operação que investiga uma organização criminosa de atuação interestadual, investigada por envolvimento com o tráfico de drogas e de armas. Ao deixar a delegacia, David afirmou que estava “atrasado para o treino”. Os mandados são cumpridos em alvos na Barra da Tijuca e em Vargem Grande, na Zona Sudoeste do Rio. A ação é decorrente de investigação da Polícia Civil do Espírito Santo. No apartamento de David, agentes fizeram buscas. Ainda segundo o Bom Dia Rio, a polícia cumpre mandados, também, no Centro de Treinamento do Vasco, em Jacarepaguá, ainda na Zona Sudoeste. Agentes chegam ao apartamento do jogador David Corrêa — Foto: Polícia Civil/Divulgação A operação apura a atuação do grupo, que possui ramificações em diferentes estados. Segundo as investigações, também são analisados possíveis envolvimentos de outros atletas profissionais e empresários com a quadrilha. No Rio de Janeiro, a ação é coordenada pela 14ª DP (Leblon), com apoio da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Desarme) e de outras unidades do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC). Procurada, a assessoria de imprensa do Vasco da Gama informou que colabora com as autoridades e aguarda a conclusão das investigações. A assessoria do atacante David Corrêa não retornou o contato. O espaço segue aberto para qualquer manifestação. Entenda a operação A operação reúne as polícias civis dos estados no cumprimento de medidas judiciais e no combate a organizações criminosas com atuação interestadual. As diligências ocorrem em municípios da Grande Vitória e em Afonso Cláudio, no Espírito Santo. Há ainda alvos no Rio de Janeiro, em Goiás e no Distrito Federal. O objetivo é cumprir quatro mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão. Os alvos são investigados pela prática dos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e de armas e lavagem de dinheiro. A ação mobiliza aproximadamente 100 policiais e conta com o apoio operacional da Superintendência de Políica Especializada (SPE), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer). O nome "Operação A Tropa" foi dado em referência à autodenominação utilizada pelos próprios investigados ao se referirem ao grupo criminoso.