Han Hak-ja foi considerada culpada de entregar bolsas Chanel e um colar de diamantes à então primeira-dama Kim Keon Hee em troca de supostos favores políticos e empresariais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 'Verdadeira mãe': quem é Han Hak-ja, líder da Igreja da Unificação presa por suborno político na Coreia do Sul — Foto: YONHAP/AFP Han Hak-ja, líder da controversa Igreja da Unificação, foi condenada nesta sexta-feira a dois anos de prisão por suborno e outras infrações relacionadas ao financiamento político na Coreia do Sul. A decisão de um tribunal de Seul está ligada à entrega de duas bolsas Chanel e um colar de diamantes à então primeira-dama do país, Kim Keon Hee, mulher do presidente deposto Yoon Suk Yeol. Segundo a sentença, os três itens tinham valor conjunto de 80 milhões de won, o equivalente a US$ 57.900 (cerca de R$ 300 mil na cotação atual). Han, de 83 anos, é viúva do fundador da organização, Sun Myung Moon, e negou repetidamente as acusações, classificando-as como “falsas”. Presentes teriam sido dados em troca de favores Uma equipe especial de procuradores responsável pela investigação afirmou que Kim recebeu os itens de luxo da igreja entre abril e julho de 2022. Segundo a acusação, os presentes foram entregues em troca de favores empresariais e políticos. Kim Keon Hee foi condenada no início deste ano a 20 meses de prisão por aceitar subornos da Igreja da Unificação. A ex-primeira-dama admitiu ter recebido as bolsas Chanel, mas afirmou que posteriormente devolveu os produtos sem utilizá-los. Em agosto do ano passado, quando compareceu para ser interrogada, Kim pediu desculpas publicamente: — Sinto muito que alguém insignificante como eu tenha causado preocupação ao povo. Os procuradores disseram que a investigação representou a primeira confirmação, segundo eles, de uma tentativa da Igreja da Unificação de comprar influência política. A apuração também levou à divulgação de fotografias de US$ 19 milhões em dinheiro encontradas no cofre pessoal de Han. Quem é Han Hak-ja e o que é a Igreja da Unificação Formalmente chamada de The Family Federation for World Peace and Unification, a Igreja da Unificação foi fundada na Coreia do Sul na década de 1950 por Sun Myung Moon, que se proclamava o messias. A organização ficou conhecida principalmente pelos casamentos em massa realizados em estádios, nos quais milhares de casais eram unidos por Han e Moon. Críticos classificam o grupo como “semelhante a um culto”. Advogados também acusaram a organização de coagir seus seguidores, conhecidos coloquialmente como “Moonies”, a doar grandes quantias de dinheiro. O termo é considerado ofensivo por muitos integrantes da igreja. Igreja mantém relações com políticos A organização ganhou destaque no Japão depois do assassinato do ex-líder do país Shinzo Abe. O homem acusado do crime atribuiu à igreja a falência de sua família e guardava ressentimento contra Abe por supostamente promover a organização. A Igreja da Unificação afirmou manter amplas relações com políticos em Seul, Tóquio e Washington. Em 2021, vários políticos enviaram mensagens em vídeo para um evento da organização para parabenizar seu novo think tank. Entre os nomes citados estavam o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; o ex-vice-presidente americano Mike Pence; Shinzo Abe; e os prefeitos de Seul e Busan. A Igreja da Unificação é proibida em algumas partes do mundo. Cingapura é citada entre os locais onde a organização não é permitida. No Japão, foi determinada a dissolução da entidade.
Líder da Igreja da Unificação é condenada a dois anos de prisão por suborno na Coreia do Sul
Han Hak-ja foi considerada culpada de entregar bolsas Chanel e um colar de diamantes à então primeira-dama Kim Keon Hee em troca de supostos favores políticos e empresariais












