O governo Lula retoma nesta segunda-feira (31) as negociações comerciais com os Estados Unidos com auxiliares do petista céticos sobre a possibilidade de um acordo com os americanos. Eles temem que o tarifaço se torne permanente caso o impasse se prolongue.

Um representante do governo lembra que as barreiras comerciais sobre aço e alumínio foram impostas ainda em 2018, no primeiro mandato de Donald Trump. Joe Biden, seu sucessor, nada fez para revogá-las. Parte do governo receia que, sem avanços nas conversas com a gestão Trump, o cenário se repita com a sobretaxa de 25% aplicada com base em práticas comerciais do Brasil apontadas como injustas.

Esse integrante da equipe de Lula diz que o telefonema do presidente brasileiro para Trump, na semana passada, descongelou a relação e levou representantes da Casa Branca a procurarem o Palácio do Planalto. A relação entre os países estava tão desgastada que, se não fosse o telefonema, apenas uma proposta vantajosa aos EUA poderia destravar as negociações.

A ligação entre Lula e Trump, ocorrida na sexta-feira (21), foi novamente facilitada pela atuação de grandes empresários com capacidade de interlocução direta com o gabinete de Trump –em 2025, a Folha mostrou que Joesley Batista, dono da JBS, teve papel fundamental no encontro entre os presidentes do Brasil e dos EUA.