Na última terça-feira (25), alguns alunos da UFRJ se comportaram como uma turba em caça às bruxas, ao espancarem um colega que foi considerado nazista.
O estudante agredido vestia camiseta da banda neofolk britânica Death in June, ilustrada com uma caveira estilizada inspirada no Totenkopf, símbolo associado à SS, e usava um broche com a suástica riscada por uma faixa vermelha, semelhante a placas que indicam alguma proibição.
Como mostram os vídeos, desde o início da abordagem, o aluno tenta explicar o que é a Death in June —banda que usa iconografia nazista de modo deliberadamente ambíguo, com referências políticas contraditórias— e mostra repetidas vezes o broche claramente antinazista.
Mesmo assim, o jovem foi retirado da sala de aula e, no trajeto, aparece recebendo socos e chutes, o que, no limite, poderia levar à morte. Barbárie inaceitável, ainda que o aluno fosse nazista.
O tribunal das redes sociais, com celeridade, o julgou e condenou —na caça às bruxas, a mera suspeita torna-se culpa. Inúmeros comentários justificaram a violência a partir da ideia de que é moralmente aceitável espancar fascistas porque eles representam um risco à democracia.







