Bruno Gagliasso se considera um cara inquieto, que gosta de viver intensamente. Esse desassossego, diz ele, explica em parte o seu envolvimento em muitos projetos ao mesmo tempo. O ator lançou neste mês dois filmes —"Honestino" nos cinemas, e "Corrida dos Bichos" no streaming— e tem mais outras tantas produções em desenvolvimento ou já prontas para apresentar ao público entre o fim deste ano e o início do próximo.
"Calhou também de sair tudo junto. O cinema tem isso. A gente filma às vezes por dois, três anos, fica um ano fora de cena, e quando vem, vem tudo junto", afirma. "Mas tô feliz. Tenho muito prazer no meu ofício", diz ele em conversa com a coluna na Soho House, misto de hotel-boutique e clube exclusivo localizado na Bela Vista, onde o ator costuma se hospedar quando está em São Paulo.
Na conversa de quase uma hora, ele diz gostar também de se envolver com todo o processo dos filmes. "Sou o tipo de ator que levo o personagem para casa. Não sei decorar meu texto, gravar e ir embora. Não sou assim."
Por causa dessa característica, revela que muitas vezes o trabalho acaba interferindo na sua vida pessoal. Quando fez o delegado racista e torturador de "Marighella", conta que ficou longe da família porque estava um "pouco ríspido e grosseiro". "Preferi me afastar. É o meu processo. Não posso lutar contra isso."







