Tudo começou com uma denúncia anônima. Um homem chamado Ângelo sairia de São Paulo e viajaria até Macapá encarregado de uma missão: mergulhar no rio Amazonas e acoplar cocaína ao casco de um navio que sairia do porto de Santana com destino à Europa.

Não havia sobrenome nem nenhuma outra informação. Era 28 de março de 2024 e o delegado Bruno Belo, da PF (Polícia Federal) no Amapá, tinha pouco tempo para agir. A droga poderia deixar o porto a qualquer momento.

Começava ali uma busca frenética por todos os Ângelos que pudessem se enquadrar na descrição oferecida pelo denunciante. Um deles era Ângelo Lourenço Bonfogo, paulista que havia embarcado para a capital do Amapá dois dias antes, conforme a investigação.

A polícia intensificou a pesquisa e descobriu que ele estava numa chácara com Ricardo de Souza Silva, também de São Paulo. Descobriu também que Ricardo já havia sido preso em flagrante em 2012 num caso relacionado a tráfico de drogas.

Restou à PF observá-los em campana.