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É estranho observar um movimento político supostamente nacionalista defender tarifas prejudiciais ao seu País, como fez a extrema-direita no Brasil com as sobretaxas aplicadas por Donald Trump, afirmou a CartaCapital Alexander Main, diretor de Política Internacional do Centro de Pesquisa Econômica e Política (CEPR, na sigla em inglês), em Washington.
Entre as especialidades de Main estão as políticas dos Estados Unidos na América Latina. Ele trabalhou por mais de seis anos na região como analista de política externa e consultor de cooperação internacional. Formou-se em História e Ciência Política pela Universidade Sorbonne, em Paris.
“As tarifas foram transformadas em armas, claramente projetadas para servir como uma forma de coerção econômica, a fim de tentar extrair concessões do país que sofre as sanções”, afirmou o analista. “É, certamente, o caso no Brasil.”
Uma pesquisa Quaest divulgada em 16 de julho mostrou que que a maioria do eleitorado brasileiro (51%) concorda com a afirmação atribuída ao presidente Lula (PT) de que seu adversário Flávio Bolsonaro (PL) pressionou o governo norte-americano pela aplicação das tarifas.







