Diretoria ainda precisa bater meta de vendas e não pode fugir muito de projeção gastos para o ano 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Plata — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo A pressão política nos bastidores do Flamengo e a necessidade de adequação ao orçamento aprovado pesaram para a diretoria frear investimentos na segunda janela de transferências. O clube chegou a avançar por Luiz Henrique e também avaliou a possibilidade de contratar Thiago Almada, mas acabou desistindo de movimentos considerados de alto impacto financeiro. Nesta semana, avançou para vender Gonzalo Plata e Wallace Yan e vai receber cerca de cerca de R$ 109 milhões A pergunta que fica é: e a reposição? A decisão de não esticar a corda está diretamente relacionada à cobrança de conselheiros pela execução orçamentária. Pelo Estatuto do Flamengo, o Conselho Diretor perde automaticamente sua autonomia para celebrar acordos, contratos, empréstimos e antecipações de receitas quando os balancetes trimestrais apontam déficit superior a 3% do faturamento previsto no orçamento aprovado, o que já aconteceu. Foi justamente esse dispositivo que entrou no radar político após a divulgação do resultado do primeiro semestre, que apresentou déficit acumulado de R$ 33,8 milhões. Um grupo de 12 conselheiros protocolou documentos no Conselho Deliberativo e no Conselho Fiscal cobrando transparência sobre a execução orçamentária e a adoção de medidas previstas no estatuto. Paquetá obriga freio A diretoria já havia indicado internamente que o segundo trimestre fecharia no vermelho em aproximadamente R$ 33 milhões. A divulgação do resultado aumentou a pressão para que o clube não ampliasse ainda mais seus compromissos financeiros na janela. Com a necessidade de vender R$ 250 milhões e receitas apertadas com a eliminação da Copa do Brasil, a diretoria segurou o dinheiro. Depois de investir R$ 495 milhões na contratação de jogadores no primeiro semestre — incluindo R$ 315,7 milhões na operação de Lucas Paquetá — o clube passou a trabalhar com mais cautela para evitar um descolamento ainda maior do orçamento. A situação esportiva também reduz a capacidade de geração de novas receitas extraordinárias. O Flamengo já foi eliminado da Copa do Brasil e não disputa o Mundial de Clubes neste ano. Até agora, as vendas de jogadores não vinham produzido valores suficientes para compensar o nível de investimento realizado na primeira janela. Jovens vinham deixando o clube por cifras consideradas abaixo do potencial, enquanto jogadores mais experientes negociados por valores próximos ao investimento feito ou até inferiores. Plata, que chegou por R$ 60 milhões, saiu por R$ 72 milhões. Nesse contexto, a Libertadores ganhou peso ainda maior no planejamento financeiro. Internamente, a conquista do torneio passou a ser vista como praticamente indispensável para que o Flamengo consiga fechar o ano dentro de um cenário considerado positivo, tanto esportivamente quanto financeiramente. Para o jogo contra o Independiente del Valle, a diretoria aumentou os ingressos. O clube alega que o déficit do semestre é explicado principalmente pela amortização contábil de R$ 192,4 milhões referente aos direitos econômicos dos jogadores contratados na primeira janela. Também destaca que a receita total chegou a R$ 839 milhões no período, alta de 9,5% em relação ao primeiro semestre de 2025, enquanto a receita recorrente cresceu 32%, para R$ 732,4 milhões.
Sai Plata e vem quem? Adequação ao orçamento trava Flamengo de ir além no mercado
Diretoria ainda precisa bater meta de vendas e não pode fugir muito de projeção gastos para o ano
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