A espada-de-são-jorge é daquelas plantas que parecem encontrar seu lugar em quase qualquer canto. Sua resistência e a facilidade com que se adapta a diferentes espaços a tornaram uma espécie comum dentro de casas e escritórios. No entanto, ser pouco exigente não significa que possa crescer em qualquer condição. Quando recebe cuidados inadequados ou o substrato não conta com os nutrientes necessários, seu desenvolvimento pode ficar mais lento e o surgimento de novas folhas pode demorar. Mistura simples para preparar em casa Nesses casos, um adubo natural pode ser usado como complemento para melhorar as condições do substrato. Uma das preparações recomendadas pelo criador de conteúdo Gio de la Rosa, dedicado à jardinagem e ao cuidado de plantas de interior, combina ingredientes que geralmente são encontrados na cozinha. Para prepará-lo, são necessários dois litros de água fervente, duas cascas de banana cortadas em pedaços pequenos, cascas de cebola e uma ou duas colheres de sopa de café. Os ingredientes devem permanecer na água quente entre cinco e sete minutos, tempo em que liberam parte de seus nutrientes. Depois, a mistura deve esfriar e ser coada para retirar os resíduos sólidos. Quando o líquido estiver completamente frio, adicionam-se outros dois litros de água para diluí-lo. Para aplicá-lo na espada-de-são-jorge, recomenda-se utilizar aproximadamente uma xícara da preparação. Cactos gigantes são plantados para evitar desertificação da Caatinga 1 de 14 Cactos espinhosos gigantes se erguem sobre o fazendeiro Alcides Peixinho Nascimento, de 70 anos, um dos moradores de uma região da Caatinga — Foto: Pablo Porciuncula/AFP 2 de 14 Moradores têm a missão de plantar vegetação nativa em uma tentativa de deter a desertificação no região — Foto: Pablo Porciuncula/AFP X de 14 Publicidade 14 fotos 3 de 14 Nascimento tenta regenerar a terra plantando mandacaru, um cacto emblemático da região que cresce até seis metros de altura — Foto: Pablo Porciuncula/AFP 4 de 14 A Caatinga se estende por dez estados do Nordeste, uma área única que ostenta uma extensa variedade de arbustos espinhosos, árvores retorcidas e suculentas adaptadas às condições semiáridas — Foto: Pablo Porciuncula/AFP X de 14 Publicidade 5 de 14 A sua situação atrai pouco interesse em comparação com a exuberante Amazônia, mas a vegetação desta floresta seca desempenha um papel fundamental na absorção das emissões de carbono — Foto: Pablo Porciuncula/AFP 6 de 14 A ONG MapBiomas relata que o bioma perdeu 40% de sua superfície original devido a agricultura, mineração e instalação de parques eólicos — Foto: Pablo Porciuncula/AFP X de 14 Publicidade 7 de 14 É na Caatinga, que vem enfrentando períodos de seca cada vez mais severos, que os cientistas identificaram recentemente a primeira zona árida do Brasil — Foto: Pablo Porciuncula/AFP 8 de 14 As comunidades estão adotando vários métodos agrícolas sustentáveis ​​para garantir sua sobrevivência — Foto: Pablo Porciuncula/AFP X de 14 Publicidade 9 de 14 Os cactos resistentes à seca produzem frutos que podem alimentar animais e humanos, além de proteger o solo do clima extremo — Foto: Pablo Porciuncula/AFP 10 de 14 Um estudo recente previu que nove em cada 10 espécies de fauna e flora da Caatinga podem desaparecer até 2060 — Foto: Pablo Porciuncula/AFP X de 14 Publicidade 11 de 14 O IRPAA também ensina as comunidades locais como prolongar a sua água para durar durante uma seca severa — Foto: Pablo Porciuncula/AFP 12 de 14 O governo instalou quase um milhão de tanques como esse na região desde 2003 — Foto: Pablo Porciuncula/AFP X de 14 Publicidade 13 de 14 As instalações diminuíram drasticamente no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas o programa foi relançado recentemente no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — Foto: Pablo Porciuncula/AFP 14 de 14 Outra ameaça à Caatinga é o êxodo rural, e o IRPAA criou um centro de formação onde ensinou cerca de 200 jovens sobre métodos agrícolas sustentáveis — Foto: Pablo Porciuncula/AFP X de 14 Publicidade Cientistas identificaram recentemente na região a primeira zona árida do Brasil O adubo também pode ser usado como complemento para outras plantas. No entanto, seu uso deve ser moderado; uma quantidade excessiva de nutrientes pode afetar as raízes e acabar prejudicando o estado da planta. Cuidados que acompanham o adubo A fertilização por si só não determina o crescimento de uma espada-de-são-jorge. A iluminação também cumpre um papel importante. Esta espécie tolera espaços com pouca luz, embora possa se desenvolver melhor com iluminação indireta e abundante. O sol direto e intenso, por sua vez, pode causar danos em suas folhas. A rega requer atenção especial, porque esta planta não precisa de grandes quantidades de água. O recomendável é esperar que o substrato esteja completamente seco antes de regar novamente. O excesso de umidade pode favorecer o apodrecimento das raízes, por isso o vaso deve contar com orifícios que permitam a saída da água. O tipo de terra também influencia em seu estado. Um substrato com boa drenagem, como os usados para cactos ou suculentas, ajuda a evitar o acúmulo de água ao redor das raízes. Quanto ao adubo, pode ser aplicado a cada dois ou três meses durante as épocas de maior crescimento, enquanto durante o outono e o inverno é preferível evitar a fertilização. A espada-de-são-jorge tolera temperaturas entre 15 e 30 °C, mas deve ser mantida longe de correntes de ar frio e de ambientes com temperaturas inferiores a 10 °C. Também convém limpar suas folhas com um pano úmido e retirar aquelas que estiverem secas ou danificadas. Embora se caracterize por ser uma planta resistente, é conveniente verificar periodicamente sua folhagem para detectar a presença de pragas como cochonilhas ou pulgões. Com uma combinação de luz adequada, rega controlada, boa drenagem e fertilização moderada, o adubo caseiro pode se tornar um complemento para mantê-la saudável e favorecer seu desenvolvimento.