Com recorde de 313,3 milhões de transações em um único dia, meio de pagamento instantâneo depende de uma rede segura e preparada para operar sem interrupções 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Quando lançou oficialmente o Pix, em novembro de 2020, o Banco Central (BC) trabalhava com a perspectiva de que o sistema alcançasse duas mil transações por segundo em 2024. O volume foi alcançado muito antes, em 2022. Atualmente, são três mil movimentações, em média, por segundo, com a perspectiva de alcançar até dez mil. A solução segue ganhando novas aplicações. Como aponta o Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, apresentado pela entidade em agosto de 2026, as novidades incluem o uso por aproximação, o Pix automático, o agendamento recorrente e os avanços na integração com o ecossistema do Open Finance. Enquanto isso, o Pix internacional segue em desenvolvimento. O meio de pagamento eletrônico se tornou um fenômeno de popularidade entre os brasileiros e de democratização no acesso ao sistema financeiro. Foi com ele que 72 milhões de pessoas utilizaram serviços bancários digitais pela primeira vez. Apenas em 2025, o total de transações aumentou 25,7% em relação ao ano anterior, enquanto o volume financeiro teve crescimento de 33,8% e ultrapassou R$ 35 trilhões. Com a expansão do Pix e a incorporação de novas funcionalidades, a infraestrutura que sustenta o sistema do BC também precisa evoluir, com níveis cada vez mais elevados de desempenho, disponibilidade e segurança. Estrutura complexa Mas, o que acontece nos bastidores de uma transação Pix para que o dinheiro chegue ao destino em poucos segundos? Por trás da simplicidade de um pagamento pelo celular, há uma infraestrutura robusta de conectividade e redes dedicadas, que conecta as instituições financeiras ao Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI). É ele que funciona como o motor de liquidação financeira e assegura que as transações Pix sejam concluídas em menos de dez segundos. Essa conexão é apoiada pela Rede do Sistema Financeiro Nacional (RSFN), uma infraestrutura segura e privada de telecomunicações e dados usada para trafegar mensagens entre bancos e o Banco Central. São atividades baseadas em circuitos certificados, que fornecem links de dados de alta resiliência, redundância e segurança regulados pela autoridade monetária nacional – também contam com provedores homologados para transportar as mensagens de pagamento com criptografia de ponta a ponta e baixa latência. “No dia de recorde de movimentação, em 5 de dezembro de 2025, o Pix registrou 313,3 milhões de operações em 24 horas, movimentando um valor total de R$ 179,9 bilhões. A Claro empresas provê a infraestrutura para esse sistema rodar. Abraçamos o desafio de contribuir para o desenvolvimento de um sistema de pagamento instantâneo, que rapidamente ganhou escala para muito além do esperado”, afirma Raquel Possamai, diretora para mercado financeiro da Claro empresas. Mais do que prover a conexão necessária para o funcionamento do Pix, a Claro empresas atua como orquestradora e habilitadora do sistema financeiro, articulando tecnologias, parceiros e soluções para responder às demandas de um ecossistema que precisa operar de forma contínua e acompanhar a evolução dos meios de pagamento. Segundo a executiva, a empresa segue acompanhando o reforço da base que dá suporte ao crescimento e à diversificação do uso da solução. “É uma estrutura resiliente e complexa, formada por duas redes que rodam em paralelo, com acessos, equipamentos e backbones distintos. Mantemos equipes dedicadas à solução, que precisa de prontidão e segurança. Não pode parar, 24 horas por dia, sete dias por semana”, comenta. Banco na palma da mão Como aponta a edição mais recente da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, 83% das 240,8 bilhões de transações realizadas pelos brasileiros em 2025 aconteceram em canais digitais, ou seja, pelo celular e por soluções de internet banking, sendo que os smartphones responderam por 78% do total e os computadores, por 5%. O total de heavy users das duas opções também cresceu, o que atesta a alta aderência dos clientes, impulsionados por uma oferta de soluções cada vez mais personalizadas. “A capacidade de difusão de conectividade para todo o país, especialmente por intermédio dos celulares, é um fator importante para a democratização do acesso ao sistema bancário. Essa combinação potencializa a inclusão social e financeira”, aponta Raquel Possamai. A Claro empresas presta contas continuamente ao BC a respeito do desempenho da infraestrutura de apoio ao Pix. E segue investindo no fortalecimento e na ampliação da tecnologia e da conectividade, de forma que a solução siga acompanhando as demandas da sociedade. “O futuro é o sistema ser invisível. As pessoas e as empresas realizarem transações sem que a tecnologia de suporte seja percebida. Assim, o processo se torna cada dia mais fluido, o que ajuda a explicar por que 80% da população usa o Pix atualmente. Na época do lançamento da solução, eram 6%”, finaliza a diretora.