Kevin Warsh disse que o BC americano pode subir os juros ainda em 2026, o que exerceu pressão de alta nas taxas domésticas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Juros futuros avançam após discurso duro do presidente do Fed em Jackson Hole — Foto: Gerd Altmann/Pixabay Os juros futuros encerraram o pregão desta sexta-feira (28) em alta, especialmente em vértices intermediários e longos da curva. Ainda que a parcela mais curta tenha se mantida ancorada com dados mais fracos de emprego no Brasil, o discurso conservador do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, deu força às apostas de que o banco central americano pode subir os juros ainda em 2026, o que exerceu pressão de alta nas taxas. Com isso, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caiu de 13,635% do ajuste anterior para 13,61%; a do DI para janeiro de 2028 passou de 13,765% para 13,775%; a do DI para janeiro de 2029 foi de 14,065% para 14,14%; e a do DI para janeiro de 2031 avançou de 14,36% para 14,47%. Warsh usou seu discurso em Jackson Hole para delinear o que chamou de “princípios” para a condução da política monetária no país, o que trouxe alguma luz à função de reação do banco central - tema que investidores vinham demandando informações adicionais desde a decisão de julho do Fed. Nos pontos mais sensíveis do discurso, o ‘chairman’ reconheceu que o Fed busca uma inflação de 2%; que a ferramenta básica para perseguir a meta de inflação é a taxa de juros; que não acredita que a inflação fará uma “reversão à média" sem a atuação do BC; e que precisaria de confiança de que a inflação está convergindo à meta com velocidade suficiente para evitar uma alta de juros. A comunicação foi interpretada como conservadora pelo mercado, o que ampliou as apostas de que o BC americano retomará o processo de altas de juros em 2026. A taxa da T-note de 2 anos disparou de 4,238% para 4,362% e a chance de uma alta de 0,25 ponto na reunião de setembro subiu de 35% para 58%. Os ativos financeiros ao redor do mundo reagiram de acordo, com elevação nas curvas de juros e fortalecimento do dólar. A divisa americana fechou o dia em alta de 0,66%, a R$ 5,1959. No Brasil, a parcela mais curta da curva chegou a se afastar das máximas do dia após a divulgação dos dados do Caged no meio da tarde. O país criou aproximadamente 58 mil postos de trabalho, bem abaixo da mediana das estimativas de 114 mil vagas criadas.
Juros futuros avançam após discurso duro do presidente do Fed em Jackson Hole
Kevin Warsh disse que o BC americano pode subir os juros ainda em 2026, o que exerceu pressão de alta nas taxas domésticas










