A investigação do Ministério Público sobre um grupo de policiais civis suspeitos de receber propina para facilitar esquemas de contrabando diz que os agentes simulavam apreensões de produtos ilícitos e escoltavam cargas de alto valor usando viaturas da própria corporação.

O caso culminou numa operação deflagrada nesta sexta-feira (28) que apura os crimes de corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro. Além do Ministério Público, a Corregedoria da Polícia Civil participou das diligências.

Sete pessoas tiveram prisão preventiva (sem prazo para ser encerrada) decretada, quatro de policiais civis, em decisão que autorizou buscas em 18 endereços. Entre os alvos estão as delegacias de Embu das Artes, Santana de Parnaíba e o 2º distrito policial de Cotia.

A investigação é conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) e começou em dezembro de 2024, a partir da prisão de Thiago Marcel Magnabosco, detido pela PF (Polícia Federal).

Apontado como líder de uma organização criminosa especializada nos crimes de contrabando e descaminho, Magnabosco guardava em seu aparelho celular mensagens que conectam o esquema a policiais civis de São Paulo.