O ministro Bruno Dantas comunicou ao presidente do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo, que antecipará sua aposentadoria da corte. Ele tem 48 anos e poderia permanecer no cargo até 2053. A decisão, que deve ser oficializada nos próximos dias, foi antecipada pela revista Veja e confirmada a CartaCapital por integrantes do TCU.
A expectativa é que o ministro passe a trabalhar na iniciativa privada. Segundo pessoas próximas a Dantas, ele mantém conversas com três empresas, entre elas um escritório de advocacia com atuação no Brasil e nos Estados Unidos. Outra possibilidade é a Avibras, empresa da indústria de defesa adquirida pela J&F, dos irmãos Batista.
A saída também movimenta o Congresso Nacional. Como Dantas foi indicado pelo Senado para o TCU, parlamentares articulam pela nomeação do ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Advogado, Pacheco anunciou que não disputará a reeleição ao Senado neste ano. Ele conta com o apoio do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), e é considerado um nome bem avaliado por integrantes do TCU.
Inicialmente, Alcolumbre defendia a indicação de Pacheco para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, mas o presidente Lula (PT) optou pelo advogado-geral da União Jorge Messias — que acabou rejeitado, em derrota histórica para o Palácio do Planalto.






