Negócio envolvendo a Amil pode superar R$ 15 bilhões Foto: Amil/DivulgaçãoAs gestoras americanas Advent e a Bain estão sondando bancos em busca de recursos para financiar a compra da Amil, um negócio que pode superar R$ 15 bilhões, de acordo com fontes.PUBLICIDADEAs reuniões vêm acontecendo nos últimos dias em bancos locais e estrangeiros. As gestoras têm carteiras globais com bilhões de dólares, mas costumam reservar partes pequenas, na casa dos 3% a 5%, para Brasil. Por isso a busca por recursos no País, segundo as fontes. Como o “cheque” é muito grande, a operação deve envolver mais de uma instituição financeira, diz uma fonte.Outro motivo para os fundos buscarem financiamento local é que combinar a aquisição com a tomada de dívida melhora o retorno do negócio, dependendo da estrutura financeira montada para o financiamento. A estratégia é chegar para o empresário José Seripieri Júnior, que controla a Amil, com a certeza de que, se estiver disposto a vender, os recursos estão garantidos.Gestoras querem fatia majoritáriaA intenção dos fundos é fazer uma oferta por uma participação majoritária na Amil. Inicialmente, as gestoras queriam 100% da empresa, mas já estariam abertas a levar uma fatia menor, segundo fontes. Com isso, Junior ficaria com uma participação minoritária da Amil, que ele recomprou da gigante americana UnitedHealth há pouco mais de dois anos, por R$ 11 bilhões, incluindo as dívidas da empresa, que na época somavam cerca de R$ 9 bilhões.Desde a aquisição, Júnior e a administração da Amil fizeram uma verdadeira reestruturação da empresa de planos de saúde, o que atraiu o interesse dos fundos americanos.PublicidadeInterlocutores ressaltam que Junior tem a intenção de vender apenas uma fatia minoritária da Amil, de até 30%. Com isso, seguiria no controle e conseguiria recursos para capitalizar a empresa, que teria fôlego para fazer aquisições, o que a fortaleceria para uma futura abertura de capital (IPO, da sigla em inglês) na B3.Apetite é grandeOs fundos estão com grande apetite pelo negócio e têm intenção de finalizar a compra antes da eleição. Mas Junior não tem pressa e um dos sinais que indicam isso é que a empresa vem dando dividendos bilionários, segundo uma fonte.No dia 17, os fundos e Junior se reuniram em São Paulo. De acordo com interlocutores, o encontro sinalizou que ainda será preciso ter mais rodadas de negociação até se encontrar um denominador comum. O empresário segue relutante em vender o controle da empresa e os fundos aceitam não levar 100%, mas ao mesmo tempo querem uma participação relevante.Júnior conseguiu levantar a Amil e tem a intenção de manter a estratégia que fez a companhia sair do ostracismo e se posicionar como a terceira maior empresa do setor em número de clientes no Brasil, com adições relevantes de beneficiários à sua carteira todos os meses há mais de um ano. A companhia tem hoje mais de 3,5 milhões de vidas e fatura aproximadamente R$ 30 bilhões por ano.Nesse ponto, o empresário também quer manter dois executivos próximos, Alberto Bulus, que desenhou a estratégia comercial da operadora de saúde, e Grace Tourinho, responsável pela parte financeira, dois nomes centrais no processo de virada.PublicidadeProcurados, Amil, Advent e Bain não comentaram.Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 26/08/2026, às 16:42A Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.Para saber mais sobre a Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse.Vale ler tambémO Brasil se aproxima do topo do comércio agrícola mundial Consultoria Galeazzi vê risco de piora no quadro das empresasTrês Poderes em campanha: vale-tudo tenta resguardar Supremo contra um Senado mais à direita em 2027
Fundos buscam bancos atrás de financiamento para compra da Amil
Reuniões vêm ocorrendo nos últimos dias com instituições financeiras locais e estrangeiras
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