O problema na distribuição de livros didáticos em braile deve ocorrer pelo segundo ano consecutivo sob o governo Lula (PT).
O edital para a produção do material para 2027 ainda não foi publicado pelo governo, e a Abridef (Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva para Pessoas com Deficiência) afirma que milhares de estudantes cegos não receberão os exemplares a tempo do início do próximo ano letivo.
Segundo a entidade, a janela de seis a nove meses necessária para produzir e distribuir os livros já está comprometida. O prazo considera etapas como transcrição, revisão, impressão em relevo e distribuição do material para as escolas.
Procurado pela reportagem, o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), responsável pela compra, não respondeu sobre quando pretende publicar o edital. O órgão afirmou que está encaminhando um documento com vigência de cinco anos, destinado a atender diferentes etapas e ciclos do PNLD (Programa Nacional do Livro e do Material Didático).
Segundo o órgão, vinculado ao MEC (Ministério da Educação), a medida permitirá organizar a produção de livros em braille-tinta conforme a demanda do programa. A gestão afirmou ainda que há recursos orçamentários previstos para a produção do material em 2027 e que existem contratos vigentes para a impressão de materiais já transcritos destinados aos anos finais do ensino fundamental e à EJA (Educação de Jovens e Adultos).






