A participação das mulheres na direção de filmes foi de 21,3%, ante 16,8% em 2024 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sala de cinema — Foto: Divulgação Agora é oficial. Ano passado o público total dos cinemas foi de 112,8 milhões de espectadores. Os filmes brasileiros atraíram 11,1 milhões de pessoas, com market share de 9,9%, mantendo os patamares de 2024. A conta é da Ancine, que acaba de divulgar a edição 2025 do Anuário Estatístico do Audiovisual Brasileiro, que reúne os principais indicadores da cadeia produtiva do audiovisual brasileiro. A melhor notícia para o nosso audiovisual vem da TV paga. A presença de obras brasileiras de espaço qualificado atingiu 22,6% do tempo total de programação, maior percentual da série histórica, iniciada em 2016. Houve também uma participação maior das mulheres no setor. Entre os 367 longas-metragens brasileiros exibidos em 2025, 78 foram dirigidos exclusivamente por mulheres, ante 52 no ano anterior - participação de 21,3%, ante 16,8%. Aqui alguns outros destaques do Anuário: • Parque exibidor: o Brasil encerrou 2025 com 3.544 salas de cinema em funcionamento, maior número da série histórica, superando o recorde anterior de 3.510 em 2024. O número de complexos de exibição passou de 866 para 886. • Produção brasileira: foram emitidos 3.979 Certificados de Produto Brasileiro - CPB em 2025, terceiro ano consecutivo de crescimento do volume de produção audiovisual brasileira. • Mercado de trabalho: o setor registrou 78.434 empregos formais e 4.554 estabelecimentos empregadores - este último o maior número da série histórica. A remuneração média do setor foi de R$ 6.468, ante a média nacional de R$ 3.783. • Multiplicador econômico: com base na Matriz Insumo-Produto (2015–2021), o Anuário apresenta indicador que estima o efeito de encadeamento econômico do setor; a cada R$ 1 de valor adicionado diretamente pelo audiovisual corresponde a um adicional estimado entre R$ 1,81 e R$ 1,97 no conjunto da economia.