A lobista Roberta Luchsinger pediu que o então chefe de gabinete do presidente Lula (PT) Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, intermediasse uma tentativa de venda de kits de teste da dengue para o Ministério da Saúde, segundo investigação da Polícia Federal.

A suspeita da PF tem como base conversas de Roberta que expõem uma negociação ocorrida no fim de 2024 e no primeiro semestre de 2025. Naquele período, as investigações mostram que a lobista havia pago despesas pessoais de Marcola.

A empresária tentava fechar um contrato com o Ministério da Saúde para a venda de material derivado do canabidiol, mas enfrentava dificuldades de concluir o negócio. Como alternativa, sugeriu ao governo a compra de kits de teste de dengue. Nenhum dos dois contratos saiu do papel.

As negociações se tornaram alvo de inquérito sobre suspeitas dos crimes de corrupção e tráfico de influência, que está sob relatoria do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).

As conversas sobre a venda dos kits para a detecção de dengue começaram em novembro de 2024 e se estenderam até meados de 2025.