Alison dos Santos chegou ao primeiro obstáculo, na noite suíça de quinta-feira (27), na segunda colocação. A partir daí, deixou o norueguês Karsten Warholm para trás na etapa de Zurique da Diamond League –liga mundial de atletismo, com 15 paradas ao longo do ano– e estabeleceu a melhor marca da história dos 400 m com barreira, 45s80.
O recorde mundial era do próprio Warholm desde 2021. Naquele ano, ele assumiu a liderança histórica em casa, registrando 46s70 em Oslo, em julho. No mês seguinte, obteve a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio com 45s94, um número que parecia destinado a ter longa duração como o melhor. Foram cinco anos.
Desta vez, o norueguês finalizou a primeira parcial com 0s04 de vantagem sobre Alison. Então, Piu, como é conhecido o paulista de São Joaquim da Barra, imprimiu um ritmo fortíssimo e foi mais rápido no trajeto até cada uma das nove barreiras seguintes e também no caminho que levou à linha de chegada do estádio Letzigrund.
O brasileiro Alison dos Santos, já com o norueguês Karsten Walhorm no retrovisor, corre para quebrar o recorde mundial dos 400 m com barreiras - Denis Balibouse/Reuters
O brasileiro de 26 anos passou a segunda barreira 0s09 à frente de Warholm. A diferença cresceu, barreira a barreira, para 0s20, 0s35, 0s43, 0s49, 0s54, 0s62, 0s68 e 0s69. Nos passos derradeiros, a distância aumentou, e o novo recordista mundial completou a prova 0s89 à frente do segundo colocado.












