Uma ex-comissária de bordo da Air France conseguiu na França o reconhecimento de seu câncer de mama como doença profissional. A decisão, tomada pelo polo social do Tribunal Judicial de Bayonne, no sudoeste do país, no início de julho, é considerada uma primeira no setor aéreo francês e pode abrir caminho para pedidos semelhantes de outras profissionais da aviação.

Sophie Lainault, de 59 anos, trabalhou para a Air France entre 1989 e 2019, primeiro como comissária de bordo e posteriormente como chefe de cabine, principalmente em voos de longa distância. Ao longo de três décadas, acumulou mais de 12 mil e 600 horas de voo, das quais mais de 6.500 durante a noite.

Christian Hartmann/Reuters

O tribunal considerou que as condições de trabalho de Lainault apresentavam três exposições relevantes: trabalho noturno, radiação ionizante de origem cósmica e tabagismo passivo. A decisão também levou em consideração a ausência, no caso analisado, de fatores genéticos ou relacionados ao estilo de vida que pudessem explicar a doença.

Radiação cósmica