O resultado do mês é o melhor para o período desde 2022 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fachada do Ministério da Fazenda, em Brasília — Foto: Edu Andrade/MF As contas do Governo Central, que englobam Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, fecharam julho com superávit primário de R$ 10,783 bilhões, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Fazenda. O superávit representa o melhor resultado para o mês desde 2022, quando as contas ficaram positivas em R$ 22,614 bilhões. Em junho, o déficit foi de R$ 48,1 bilhões, já em julho de 2025 o rombo foi de R$ 59,070 bilhões. Apesar do resultado superavitário em julho, no acumulado de 2026, as contas continuam no vermelho, com déficit de R$ 81,305 bilhões. No mesmo período do ano passado, o resultado era menos negativo, com déficit de R$ 70,347 bilhões. Em 12 meses, o rombo é de R$ 71,6 bilhões, ou 0,55% do Produto Interno Bruto (PIB). O déficit acontece quando as despesas do governo são maiores que suas receitas com tributos e impostos. O mesmo acontece nos casos das empresas estatais, mas com suas receitas de serviços e produto. Os resultados das contas do governo são importantes para o cumprimento da meta fiscal, que neste ano é de um superávit fiscal de 0,25% do PIB, equivalente a R$ 34,3 bilhões, com uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo. Porém, o governo pode retirar da conta algumas despesas, como parte dos precatórios, o que ajuda no cumprimento da meta. Na última relatório de receitas e despesas, atualização bimestral do Orçamento, o governo previa um déficit de R$ 52 bilhões em 2026. Depois das deduções, o resultado para fins de cumprimento da meta era de superávit de R$ 10,8 bilhões. O resultado de julho foi composto por uma receita total de R$ 275,884 bilhões, um aumento de 8,3% em relação ao mesmo mês de 2025, já desconsiderada a inflação. Já a receita líquida, após a repartição com estados e municípios, alcançou R$ 226,305 bilhões no período, alta real de 7,7% ante julho do ano passado. Segundo o Tesouro Nacional, a elevação da arrecadação foi explicado pelo aumento do Imposto de Renda e de receitas derivadas da exploração de recursos naturais em meio à alta do petróleo no mercado internacional devido à guerra no Oriente Médio. Houve ainda elevação da receita previdenciária. Já a despesa total somou R$ 215,522 bilhões em julho, queda real de 20,7% em relação ao mesmo período de 2025. Nesse caso, a principal redução ocorreu graças ao pagamento de precatórios, cuja diminuição foi de R$ 37,1 bilhões (-98,8%) e é explicada pelo repasse antecipado este ano, no primeiro semestre. Houve recuo também nas despesas com benefícios previdenciários, de 17,7% em termos reais, e em gastos com pessoal, de 8,9%. Por outro lado, os créditos extraordinários cresceram 314,4%.
Contas do governo têm superávit de R$ 10,8 bi em julho; em 2026, déficit é de R$ 81,3 bi
O resultado do mês é o melhor para o período desde 2022









