De acordo com a investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), os grupos mantinham uma aliança que incluía o fornecimento de armas, apoio operacional e interesses comuns na disputa contra facções rivais, especialmente o Comando Vermelho (CV). A denúncia foi recebida pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital. Nesta quinta, agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do MPRJ, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar, cumpriram mandados de prisão contra os acusados. Segundo o Ministério Público, a parceria envolvia a milícia de Curicica, na Zona Sudoeste do Rio, integrantes do TCP que atuam nos complexos da Maré e da Pedreira e os dois policiais militares. Os PMs Jorge Anastácio Rodrigues Simões, lotado no 4º BPM (São Cristóvão), e Leo Carlos Anjos dos Santos, do 2º BPM (Botafogo), foram denunciados por supostamente fornecer e intermediar a venda de armas e munição destinadas tanto à milícia quanto aos traficantes ligados ao TCP. Jorge foi preso no próprio batalhão, enquanto Leo Carlos foi encontrado em casa. PMs e traficante presos em operação do Ministério contra rede criminosa que unia PMs, milicianos da Zona Oeste e traficantes do TCP — Foto: Reprodução / TV Globo De acordo com a investigação, a aliança entre milicianos e traficantes era sustentada por um pacto de não agressão e cooperação operacional. O objetivo seria enfrentar grupos rivais, especialmente o Comando Vermelho, além de facilitar o comércio ilegal de armas e drogas. As apurações também apontam para a existência de um lucrativo mercado clandestino de armamentos, com circulação de fuzis de calibres 5,56 mm, 7,62 mm e .223, além de pistolas e munição. O fornecimento dessas armas teria contado com a participação dos policiais. Entre os acusados está ainda o traficante Wallace de Oliveira Loredo. Segundo o Ministério Público, ele atuava no roubo de veículos e no fornecimento de carros roubados para integrantes da milícia de Curicica e do TCP, fortalecendo a estrutura logística dos grupos criminosos. A denúncia descreve a milícia de Curicica como uma organização altamente estruturada. O comando estratégico seria exercido por André Costa Bastos, o Boto ou Redbull, atualmente preso em um presídio federal. Já a liderança operacional ficaria sob responsabilidade de Osmar Silva de Souza, conhecido como Messi ou Novinho. Ao decretar as prisões preventivas, a Justiça destacou a gravidade dos crimes investigados, o poder bélico da organização, o risco de continuidade das atividades criminosas e a necessidade de preservação da ordem pública. A TV Globo tenta contato com a defesa dos citados.
PMs são denunciados pelo MPRJ por aliança entre milícia e tráfico | G1
Segundo o Ministério Público do RJ, os policiais militares abasteciam esquema de venda de armas para a milícia de Curicica e integrantes do TCP







