Defesa de Samuel Juncal classificou a acusação como 'infundada e caluniosa' e afirmou que o médico é inocente e está colaborando com as autoridades 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O médico Samuel Juncal é investigado por armazenamento de pornografia infantil — Foto: Reprodução O médico Samuel Juncal é investigado pela Polícia Civil da Bahia por suspeita de estupro de vulnerável, produção e armazenamento de material de pornografia infantil em Salvador. Ele foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido nesta quinta-feira (27), na residência onde mora, no bairro da Barra. Não houve mandado de prisão contra o médico. Ao Correio da Bahia, a defesa classificou a acusação como “infundada e caluniosa” e afirmou que Juncal é inocente e está colaborando com as autoridades. O médico é formado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). De acordo com informações divulgadas em seu currículo profissional, fez residência médica em cirurgia geral e, posteriormente, em urologia. Também possui mestrado e doutorado na área. Ao longo da formação, realizou cursos, especializações e estágios no Brasil e no exterior. Além da atuação na medicina, Juncal teve carreira acadêmica. Ele foi professor adjunto do Departamento de Cirurgia da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e atuou como preceptor do Hospital Universitário Professor Edgar Santos, no bairro do Canela, em Salvador. Ele atende atualmente no Hospital Aliança, unidade da Rede D’Or localizada no Rio Vermelho. Investigação A Polícia Civil cumpriu nesta quinta-feira um mandado de busca e apreensão na casa de Juncal, como parte da Operação Brilho do Amanhã, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia. A medida teve o objetivo de recolher possíveis provas e bens relacionados ao caso. Segundo a nota da defesa, enviada ao Correio da Bahia, o médico tem colaborado com as autoridades desde o início da apuração. Os advogados afirmam ainda que, nos dias 12, 17 e 20 de agosto, indicaram à polícia testemunhas que poderiam atestar a inocência de Juncal. A defesa também declarou ter preservado mensagens do celular do médico e de familiares que, segundo os advogados, ajudariam a demonstrar a falsidade da acusação. Os advogados consideraram a busca e apreensão “totalmente desnecessária e desproporcional”.