Episódio ocorre em meio a vários assassinatos de membros de alta patente do Exército russo desde a invasão à Ucrânia, em fevereiro de 2022 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fumaça sobe de um centro logístico em Kolpino, nos arredores de São Petersburgo — diante de um outdoor que promove o serviço militar sob contrato — Foto: AFP A explosão de um carro matou um militar das forças aéreas e de defesa antiaérea da Rússia e deixou sua esposa ferida nesta quinta-feira, no distrito de Pushkin, nos arredores de São Petersburgo. Segundo a imprensa local, o casal teria sido alvo de um ataque ao sair de casa. O episódio ocorre em meio a uma série de assassinatos de militares russos de alta patente desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022. O Comitê de Investigação local abriu "um processo penal em decorrência do incêndio de um veículo no distrito de Pushkin, que deixou duas vítimas: uma morreu e a outra foi hospitalizada", indicou o órgão em um comunicado. Imagens divulgadas pelo canal de notícias Fontanka mostram um carro destruído nas proximidades do que parece ser uma loja, além de ambulâncias e equipes de emergência no local. Kiev já admitiu ter responsabilidade por alguns dos ataques, mas mantém silêncio sobre outros. Entre os métodos utilizados estão carros-bomba, explosivos escondidos em patinetes e disparos. O caso se soma a uma série de ataques contra militares russos de alta patente desde o início da guerra. Em dezembro do ano passado, o tenente-general Fanil Sarvarov, responsável pelo treinamento operacional das Forças Armadas russas, morreu em um ataque com explosivos na capital. Em abril do mesmo ano, o tenente-general Yaroslav Moskalik, vice-chefe da Diretoria Principal de Operações do Estado-Maior russo, foi mortos após a explosão de um carro-bomba nos arredores de Moscou. Em dezembro de 2024, o tenente-general Igor Kirillov, chefe das tropas de defesa radiológica, química e biológica da Rússia, também foi morto em um atentado a bomba em Moscou — o militar russo de mais alta patente morto desde o início da guerra. A sequência de atentados expôs falhas na segurança de autoridades russas e chegou a provocar uma rara admissão do presidente Vladimir Putin sobre deficiências dos serviços de inteligência do país.