Conjunto é composto por dezenas de peças valiosas da Idade do Bronze e foi levado de museu espanhol em ação criminosa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 'Tesouro de Villena' foi descoberto em 1963 — Foto: Divulgação/Museu Arqueológico Municipal de Villena RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você O Tesouro de Villena, composto por dezenas de peças valiosas da Idade do Bronze, foi levado de um museu espanhol em uma ação criminosa de apenas quatro minutos. Descoberto em 1963, o conjunto de quase dez quilos de metais preciosos destaca-se por técnicas sofisticadas de fabricação sem soldas, desenvolvidas há mais de três milênios. Arqueólogos ainda debatem a origem do acervo. As teorias apontam para depósitos de rituais religiosos, posses de líderes locais ou uma fuga apressada contra ameaças externas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um conjunto de joias e objetos de ouro com cerca de 3 mil anos foi alvo de um roubo na madrugada desta quinta-feira (27), na Espanha. O tesouro de Villena, um dos mais valiosos vestígios da Idade do Bronze encontrados na Europa, foi levado do museu que leva o nome da cidade, na província de Alicante. O alarme tocou às 5h20 e, quatro minutos depois, os criminosos já tinham deixado o prédio. A ação foi descrita como “super-rápida e superprofissional” pelas autoridades. Apesar de ser conhecido principalmente pela enorme quantidade de ouro, o tesouro reúne uma variedade de materiais. São 66 objetos, que juntos somam quase 10 quilos de metais e elementos preciosos. O conjunto foi escondido há mais de três milênios e só veio a ser conhecido em 1963, quando uma equipe liderada pelo arqueólogo José María Soler García encontrou uma grande vasilha de cerâmica enterrada na região de Rambla del Panadero. Tesouro de Villena é roubado em quatro minutos na Espanha 1 de 4 'Tesouro de Villiena' foi descoberto em 1963 — Foto: Divulgação/Museu Arqueológico Municipal de Villena 2 de 4 Coleção reúne dezenas de objetos principalmente de ouro e é considerada uma das mais importantes da Idade do Bronze na Europa — Foto: Reprodução/Museu de Villena X de 4 Publicidade 4 fotos 3 de 4 Ladrões invadem museu na Espanha e levam 4 minutos para roubar tesouro de ouro de 3 mil anos — Foto: Divulgação/Museu Arqueológico Municipal de Villena 4 de 4 Ladrões invadem museu na Espanha e levam 4 minutos para roubar tesouro de ouro de 3 mil anos — Foto: Divulgação X de 4 Publicidade Assaltantes levaram peças de ouro de três mil anos Entre os materiais identificados no conjunto estão: Ouro: a maior parte do tesouro é formada por ouro puro, de 24 quilates. São 11 tigelas produzidas a partir de chapas de metal, 28 braceletes, dois frascos ou garrafas e outros elementos circulares. Somados, os objetos ultrapassam 9 quilos.Prata: três recipientes de formato esférico e outros itens de prataria compõem uma parcela menor da coleção, com aproximadamente 600 gramas.Materiais de prestígio: também foram encontrados objetos de âmbar e outros metais considerados raros para a época. Estudos científicos identificaram “ferro extraterrestre”, de origem meteorítica, em um bracelete e em uma semiesfera oca. Como o processo de produção de ferro a partir de minérios terrestres ainda não era dominado, o material vindo do espaço era extremamente incomum e pode ter sido associado a poder ou significado religioso. Os objetos foram feitos com técnicas sofisticadas de trabalho que chamam a atenção devido ao período em que foram produzidos, entre 1500 a.C. e 1000 a.C. Os artesãos utilizavam procedimentos como o batimento a frio, o repuxamento e o recorte para dar forma às peças, inclusive em objetos elaborados sem o uso de soldas. Ladrões invadem museu na Espanha e levam 4 minutos para roubar tesouro de ouro de 3 mil anos — Foto: Divulgação/Museu Arqueológico Municipal de Villena O achado é considerado a maior concentração de ouro conhecida da pré-história da Península Ibérica e uma das maiores da Europa, ficando atrás apenas dos conjuntos das Tumbas Reais de Micenas, na Grécia. Ainda não existe consenso sobre por que alguém reuniu e escondeu tantos objetos. As hipóteses incluem um depósito destinado a cerimônias religiosas, um conjunto pertencente a uma autoridade política ou religiosa e até uma reserva escondida às pressas diante de alguma ameaça.