Esperas intermináveis no check-in, piscinas e playgrounds lotados, longas filas diante dos bufês –essas cenas, comuns em resorts de grandes proporções, aqueles com algumas centenas de quartos, estão virando passado entre as principais redes hoteleiras do setor.
No mercado, a tendência atende pelo nome de premiumrização. Segundo o vice-presidente de operações da Resorts Brasil, entidade com 83 associados e que representa dois terços do segmento, esse tipo de hotel é um fenômeno de público –a média de ocupação, de 60%, atinge 85% nos empreendimentos praianos do Nordeste. Mas ter uma estrutura básica já não é suficiente para garantir tantas reservas.
"Cama boa e piscina viraram commodity. Para ser premium, um resort não pode deixar de ter parque aquático com piscinas externas e internas, gastronomia bem trabalhada com opções de restaurantes à la carte e cartas de coquetéis, suítes amplas e bem decoradas e muito entretenimento para adultos e crianças."
A rede Tauá, que já dispunha de quatro resorts nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, foi nessa direção ao inaugurar a unidade de João Pessoa, em julho. O empreendimento abriu com 514 acomodações, mas promete chegar a 1.028 até 2027. Cinco piscinas, sendo uma de ondas e outra transparente, e cinco restaurantes se esparramam por 300 mil m² de terreno à beira-mar.







