Antes de investir em um agente de IA (inteligência artificial), a empresa precisa responder a perguntas básicas sobre processo, dados e resultado esperado. A recomendação parte de um levantamento da McKinsey, segundo o qual 62% das organizações já testam aplicações de IA, mas apenas 23% conseguiram escalar sistemas agênticos para além de projetos isolados.
Entre a fase de teste e a fase de escala, existe um intervalo em que muitos projetos travam. Nele, um agente é criado, funciona em um piloto controlado e, depois, não avança. O resultado é conhecido no mercado como cemitério de pilotos, expressão usada para descrever experimentos de IA que nunca chegam à operação.
Para Emerson Moraes, head de tecnologia da Geoambiente, empresa brasileira de inteligência geoespacial, parte do problema está em criar tecnologia antes de mapear o contexto em que ela vai operar. “Um agente só consegue gerar valor quando tem acesso ao contexto necessário para executar aquela tarefa. Não adianta criar algo sofisticado se ele não consegue acessar as informações certas, conversar com as plataformas da empresa ou operar dentro das regras de segurança estabelecidas”, explica Moraes, embaixador Google Cloud no Brasil.







