Produtores de conteúdo que se mudaram para o Rio impulsionam a imagem positiva da cidade lá fora 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O Rio parece ter voltado de vez a ficar na moda lá fora. O fluxo de turistas estrangeiros foi recorde em 2025, mas com uma diferença em relação a ondas do passado: as redes sociais. Ganharam espaço vídeos de estrangeiros, com depoimentos sobre diferenças culturais, que atingem usuários mundo afora. Não faltam casos de estrangeiros que se mudaram para o Rio e, trabalhando como influenciadores e produtores de conteúdo, impulsionam a imagem positiva da cidade lá fora, como o francês Nino Fallard (@ninofallard, no Instagram), a alemã Lea Maria (@leamariajahn), os britânicos Chloe Sinclair (@gringachloe) e Nick Whincup (@nicknobrasil_) e o americano Regan Hart Zanes (@thegringoinbrazil). Atenta a isso, a Prefeitura do Rio lançou no último dia 11 a edição deste ano do Rio Digital Influencer, edital que seleciona influenciadores para certificar, sem apoio financeiro, aqueles que promovem a cidade lá fora. A humorista Lea, de 31 anos, que mora no Brasil há pouco menos de dez anos e tem quase 1,7 milhão de seguidores no Instagram, avalia que as postagens ajudam a tornar o Rio mais conhecido. Nas publicações recentes, fotos de uma visita a Berlim e apresentações de “stand up comedy” são intercaladas por um clipe de funk, no qual Lea participa, dançando. “Tenho percebido que mais gringos estão se mudando ou visitando o Rio também por causa de influenciadoras como eu, que mostram como a vida muda quando você vive a vida carioca”, conta a influenciadora. A alemã é humorista desde 2020, mas veio ao Brasil para fazer um intercâmbio na USP, no curso de Antropologia. Antes de morar por seis anos em São Paulo, passou seis meses em Florianópolis. No Rio, está há dois anos. “Me faltava muito a conexão com a natureza e o mar”. Fallard, de 29 anos, que tem 513 mil seguidores no Instagram, vê aumento de interesse pelas paisagens e cultura do Rio entre os europeus. Suas postagens focam principalmente em diferenças de comportamento entre franceses e brasileiros. “Tenho muitos comentários positivos. Quase não tem haters” diz Fallard. “Tem um interesse pelo Brasil e pelo Rio, estou vendo isso mais nas mídias sociais.” Há quatro anos, Fallard tirou três meses para viajar pelo Brasil. Se apaixonou pelo Rio e resolveu ficar. A produção de conteúdo sobre a cidade e a cultura carioca surgiu como alternativa de renda. Hoje Fallard se sustenta com patrocínio em postagens e aulas de francês. E já pensa em comprar imóvel no Rio.
Nas redes, influenciadores estrangeiros são embaixadores da vida carioca
Produtores de conteúdo que se mudaram para o Rio impulsionam a imagem positiva da cidade lá fora








