26/08/2026 16h42 Atualizado há 14 minutos
Uma das grandes comediantes do país, a atriz Berta Loran terá o seu centenário de nascimento celebrado no lugar onde ela mais se sentia feliz: o teatro. No dia 4 de setembro estreia, no Centro Cultural Justiça Federal, o espetáculo “Berta – Minha vida por um palco”, com texto de Miriam Halfim, sobrinha da atriz, e Marcelo Aquino, além da direção de Ary Coslov.
A montagem revisita a trajetória de Berta, desde a infância em Varsóvia, na Polônia, até sua morte, aos 99 anos, em 2025, em Copacabana. Aos 9 anos, ela chegou ao Brasil com os pais e cinco irmãos, fugindo da crescente perseguição nazista na Europa. No Rio de Janeiro, a família se instalou em um sobrado na Praça Tiradentes. Por incentivo do pai, alfaiate e ator, Berta entrou para o teatro ainda adolescente e construiu uma carreira de quase oito décadas.
Com mais de 2 mil personagens, Berta começou no teatro de revista, passou por dezenas de peças e conquistou o público brasileiro nos programas de humor da televisão. Em Portugal, onde morou por seis anos, entre o fim dos anos 1950 e o início dos 1960, participou da peça “Fogo no Pandeiro” e alcançou grande sucesso. Anos depois, a experiência no país inspirou uma de suas personagens mais conhecidas: a imigrante portuguesa Manuela D'Além Mar, de “Escolinha do Professor Raimundo”, marcada pelo sotaque carregado e pelo bordão "Manuela D'Além Mar, de Trás-os-Montes, sim senhoire!"






