Segundo ONGs, México é um dos países mais perigosos do mundo para estes profissionais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A presidente do México, Claudia Sheinbaum — Foto: Yuri Cortez / AFP Jornalistas, ativistas e veículos de comunicação exigiram, nesta quarta-feira (26), que a presidente Claudia Sheinbaum aborde a crise de ataques contra jornalistas no México, onde pelo menos sete foram assassinados este ano. O México é um dos países mais perigosos do mundo para jornalistas, e um grande número desses assassinatos e ataques permanece impune, segundo relatos de diversas ONGs. A reivindicação, publicada pela ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e endossada por mais de 40 veículos de comunicação locais, pede que Sheinbaum tome medidas contra a violência constante contra a imprensa. "Quantos mais de nós precisamos morrer antes que o Estado aja? (...) O México não pode se acostumar a contar seus jornalistas assassinados", afirma o documento. Os jornalistas exigem um plano nacional de segurança que envolva autoridades federais e locais para garantir sua proteção. "Esses crimes, atribuídos principalmente a grupos do crime organizado, permanecem impunes até hoje", acrescenta. Segundo RSF, 17 jornalistas foram assassinados durante a presidência de Sheinbaum, que começou em outubro de 2024. A ONG Artigo 19 registrou mais de 180 assassinatos desse tipo desde 2000. Somente em junho e julho, dois jornalistas foram assassinados a cada mês. Outros ataques foram relatados, como o ocorrido na noite de segunda-feira, quando dois repórteres escaparam ilesos de um ataque a tiros no estado de Veracruz (leste do México). A comunidade jornalística fez outros apelos semelhantes a Sheinbaum, cujo governo, no entanto, tem se caracterizado por ignorar as críticas da imprensa à sua administração.