Definitivamente, coerência não é o forte do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Poucos meses atrás, a autarquia gerou indeferimentos em massa por falta de biometria, justamente em benefícios assistenciais pagos aos mais pobres. A medida ajudou também a reduzir a fila.
Atualmente, encontra-se em curso calendário impondo unificação da biometria até 2028. Porém, na contramão dessas medidas de segurança, o mesmo INSS aprovou uma regrinha —sabe-se lá para atender a quem— flexibilizando a biometria para o aposentado se endividar em alguma instituição financeira.
Preocupado com a profusão de fraudes que assola aposentados, sobretudo depois dos escândalos que brotaram na CPI, o INSS até vem esboçando uma reação moralizante. Vem tirando do papel uma agenda para proporcionar mais segurança num ambiente que tem tanta vulnerabilidade de dados, vazamentos e fraudes corriqueiras.
Parece que a estratégia regrediu. Para a alegria dos bancos, que, conforme auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União), em apenas três anos faturaram R$ 219 bilhões com empréstimo consignado.
O caminho ficou mais fácil. Antes, a regra condicionava que o aposentado precisava autorizar o empréstimo por meio do aplicativo Meu INSS, usando a biometria com validação de vivacidade e correspondência facial com os registros oficiais.







