Problema ficou em segundo lugar em enquete realizada com leitores do GLOBO; especialista diz que problema é estrutural 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Acessos a túneis são alguns dos gargalos, segundo especialista — Foto: Lívia Neder O trânsito foi apontado pelos leitores como o segundo maior problema da Zona Sul da cidade em enquete realizada pelo GLOBO-Niterói. No resultado final, somou 28,27% dos votos, ficando atrás apenas da população em situação de rua, que teve 58,23%. Para o professor Levi Salvi, do Departamento de Engenharia Civil da UFF, Setor de Transportes, o problema é estrutural e resulta principalmente da combinação entre a alta concentração de moradores, comércio e serviços e uma malha viária que não acompanhou o crescimento. — A região cresceu sem um planejamento urbano adequado; permitiram a construção de edifícios de muitos pavimentos e a maioria das vias é de pequeno porte. Esses fatores tornam as vias disponíveis incompatíveis com a demanda na região, tornando o trânsito caótico — diz. O crescimento da frota também pesa. A Zona Sul concentra moradores com maior poder aquisitivo e recebe diariamente pessoas de outras áreas da cidade em busca de escolas, consultórios, comércio e serviços. Como a ampliação das vias ficou limitada pelas construções já existentes e pela geografia da região, os congestionamentos se concentram nos principais acessos. Salvi cita como gargalos as avenidas que margeiam a Baía de Guanabara, além das avenidas Ary Parreiras e Presidente Roosevelt e dos túneis São Francisco-Icaraí e Charitas-Cafubá. Para ele, não há uma intervenção isolada capaz de solucionar o problema. — A questão é estrutural — observa. O professor defende um planejamento de médio e longo prazos que combine transporte público mais eficiente, adequações viárias e gestão do trânsito. A curto prazo, medidas já existentes , como a reversão de faixas nos horários de pico nas avenidas Roberto Silveira e Jornalista Alberto Francisco Torres, ajudam a amenizar os congestionamentos. Ele também chama a atenção para os acidentes e para o desrespeito à sinalização e defende maior uso da fiscalização eletrônica. No meio do caminho, a Ponte e o metrô Para a prefeitura, porém, o principal problema de mobilidade da cidade continua sendo a Ponte Rio-Niterói. O município afirma que vem atuando junto à União e ao estado para tirar do papel a Linha 3 do Metrô, considerada uma solução estruturante para a mobilidade. A NitTrans também estuda medidas para melhorar a circulação na Zona Sul, como revisão da sinalização, melhoria da visibilidade nos cruzamentos, redistribuição de vagas de estacionamento e modernização do sistema semafórico. A prefeitura cita ainda investimentos em alternativas ao carro, como o transporte marítimo e a bicicleta, e ressalta que a redução da tarifa do catamarã Charitas-Praça Quinze de R$ 21 para R$ 7,70 quase dobrou a média diária de passageiros. Enquanto medidas de médio e longo prazos são discutidas, obras que ocupam faixas de rolamento também contribuem para piorar a circulação. É o caso da intervenção da Águas de Niterói na Avenida Almirante Ary Parreiras. Obra de emissário interdita a Avenida Ary Parreiras, em Icaraí, provocando desvios no transito — Foto: Lívia Neder Segundo a concessionária, os serviços estão na fase final e devem ser concluídos até o fim do mês. Neste fim de semana, a Travessa de Israel será liberada ao tráfego, permitindo que os veículos voltem a utilizar o retorno na Ary Parreiras e reduzindo, segundo a empresa, os impactos na mobilidade da região. A obra substitui cerca de 710 metros de tubulações antigas por novas redes de polietileno de alta densidade (Pead), além de renovar a rede coletora de esgoto.
Prefeitura de Niterói estuda medidas para destravar trânsito da Zona Sul
Problema ficou em segundo lugar em enquete realizada com leitores do GLOBO; especialista diz que problema é estrutural
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