Templo da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, no Morro de Santo Antônio, vai abrir para visitação aos sábados 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Acervo. O templo abriga o Museu Sacro Franciscano, criado em 1935 — Foto: Márcia Foletto No alto do que restou do Morro de Santo Antônio, diante do Largo da Carioca, a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência guarda tesouros do barroco brasileiro ainda desconhecidos por muitos cariocas e turistas que passeiam pela cidade. O marco histórico, que costuma receber quatro mil pessoas por mês, deve ficar mais acessível a partir de outubro, quando, segundo antecipou a coluna de Ancelmo Gois, publicada no GLOBO, o espaço passará a abrir para visitação aos sábados. Hoje, isso só acontece de segunda a sexta-feira. Entre outras medidas que buscam integrar a igreja ao circuito turístico da cidade, está prevista a reabertura da rampa de acesso ao morro, fechada há décadas. Conhecida como “Igreja de ouro”, a construção integra um conjunto arquitetônico existente desde 1620. São consideradas joias locais o altar-mor, com douramento integral, uma rara representação de São Francisco com o Menino Jesus, do século XVII, e um lampião de 1710, apontado como o primeiro ponto de iluminação pública da cidade. Sem nada a dever a pontos turísticos similares em Minas Gerais e na Bahia, a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco fica em pleno centro da cidade. O endereço também abriga o Museu Sacro Franciscano, criado em 1935. A visita mediada, que acontece na segunda terça-feira do mês, custa R$ 50, e o ingresso comum, R$ 30. Símbolo colonial Matheus Campelo, comissário administrativo e eclesiástico da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, explica os cuidados que vêm sendo tomados para a implementação das mudanças. — Os frades vivem ao lado da igreja. Então, estamos traçando esse plano respeitando horários — explica ele. — A Igreja de São Francisco da Penitência é uma das mais antigas corporações de participação dos leigos na vida religiosa. Vem do início da colonização no Rio. A igreja acompanhou o crescimento da cidade. Coleção. O templo também abriga o Museu Sacro Franciscano, criado em 1935 — Foto: Márcia Foletto O imóvel é protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1938. A partir da restauração da nave da Igreja da Penitência, realizada entre 1998 e 2002, mais interessados foram chegando. As redes sociais atiçam a curiosidade. Ontem, o estudante de arquitetura Carlos Henrique Cabral, morador de Macaé, no litoral norte do estado, chegou a deitar no chão para apreciar a exuberância do interior da capela, entalhado em cedro e coberto por partículas de ouro. — Conheci o lugar pelo Instagram, em conteúdos com indicações de “lugares para conhecer”. Como a igreja estaria aberta no período em que eu estava visitando a cidade, aproveitei. Acabou sendo uma das visitas que mais marcaram o meu dia entre todos os lugares que conheci no Rio — diz o estudante de 21 anos. Marco histórico O quadrilátero delimitado pelos morros de Santo Antônio, do Castelo — que não existe mais —, de São Bento e da Conceição estabeleceu os limites da cidade até meados do século XIX.