Fenômeno acontece entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta e poderá deixar satélite com tons avermelhados; auge será à 1h13 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Eclipse lunar em progresso visto da Cidade do México, em 14 de março de 2025 — Foto: Yuri CORTEZ / AFP Um eclipse lunar parcial poderá ser visto em todo o Brasil entre a noite desta quinta-feira (27) e a madrugada de sexta-feira (28). No auge do fenômeno, 96,2% do disco da Lua ficará encoberto pela sombra da Terra, fazendo com que o evento tenha aparência próxima à de um eclipse total. O melhor momento para acompanhar o fenômeno será durante a madrugada. Pelo horário de Brasília, o eclipse começa às 22h24 de quinta-feira, quando a Lua entra na penumbra, região mais clara da sombra projetada pela Terra. Por ser uma mudança sutil na luminosidade, essa primeira etapa pode ser difícil de perceber a olho nu. A fase parcial começa às 23h34. A partir desse horário, a Lua passa a entrar na umbra, parte mais escura da sombra terrestre, e o escurecimento de sua superfície se torna mais evidente. O auge está previsto para 1h13 de sexta-feira, quando 96,2% do disco lunar estará dentro da umbra. Apenas uma pequena faixa permanecerá fora da sombra da Terra. Durante essa etapa, a parte encoberta da Lua também poderá adquirir tonalidades avermelhadas ou alaranjadas. O efeito ocorre porque parte da luz do Sol atravessa a atmosfera terrestre antes de chegar ao satélite. As cores observadas dependem das condições da atmosfera e deram origem ao apelido popular de "Lua de Sangue". Depois do ponto máximo, a Lua começará gradualmente a deixar a sombra. A fase parcial termina às 2h52, após aproximadamente três horas e 18 minutos. A última etapa, com a saída da região de penumbra, termina às 4h02. Veja os horários do eclipse pelo horário de Brasília 22h24 de quinta-feira: início da fase penumbral23h34: início do eclipse parcial1h13 de sexta-feira: auge, com 96,2% da Lua encoberta2h52: fim da fase parcial4h02: fim do eclipse Onde será possível ver? O eclipse poderá ser observado nas cinco regiões do Brasil, desde que as condições meteorológicas permitam e a Lua esteja visível. Os horários variam de acordo com o fuso de cada região. O fenômeno também poderá ser acompanhado de partes das Américas, África, Europa e Oriente Médio. Ao contrário dos eclipses solares, observar um eclipse lunar a olho nu não oferece riscos à visão. Também não é necessário utilizar equipamentos especiais. Binóculos e telescópios podem melhorar a visualização de detalhes, mas são opcionais.