Estruturas foram construídas como condicionantes para a emissão de licença ambiental para a perfuração do poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sonda de perfuração NS-42, da Foresea, centro da operação da Petrobras na Foz do Amazonas — Foto: Agência Petrobras/Foresea O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estabeleceu que a Petrobras terá que iniciar imediatamente “tratativas operacionais” para a transferência de nove peixes-boi do Amapá e Pará. Alguns serão levados temporariamente para centros de fauna implantados pela estatal no Oiapoque e em Belém, construídos como condicionantes para a emissão de licença ambiental para a perfuração do poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas. Confira os resultados e indicadores da Petrobras e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 O pedido do Ibama é uma condicionante estabelecida como parte da revisão da licença para a perfuração do poço pioneiro no bloco FZA-M-59. A estatal pediu a revisão para que o órgão possa considerar a perfuração de três poços contingentes, após a descoberta de petróleo no local. Além do transporte, o Ibama determinou que a estatal disponibilize a estrutura dos dois centros de fauna para atendimento e reabilitação de peixes-boi e estabeleça acordos de cooperação com instituições locais especializadas, alinhando tecnicamente os procedimentos com o órgão. Segundo o Ibama, ações de manejo, reabilitação, soltura e monitoramento de sirênios (espécie do peixe-boi) “encontram convergência” com o Projeto Institucional de Conservação de Peixes-Boi no Estado do Pará, criado para o resgate destes animais, que são ameaçados de extinção. “O referido projeto foi concebido justamente diante da necessidade de fortalecimento da capacidade regional de atendimento, reabilitação e reintrodução de sirênios, bem como da superlotação e insuficiência estrutural de recintos atualmente utilizados para manutenção desses animais, mostrando-se plenamente compatível com as ações previstas no âmbito da condicionante nº 2.29 da Licença de Operação nº 1684/2025 [que autorizou a perfuração do poço no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas]”, disse o Ibama, em documento ao qual o Valor teve acesso. Ainda de acordo com o parecer, a Petrobras terá ainda que “realizar a aquisição de insumos, equipamentos, exames laboratoriais, reagentes, itens para análises de água e medicamentos, doando para a gestão do Programa de Conservação de Peixes-Boi [...] para as etapas de transporte, manejo, reabilitação, soltura e pós-soltura dos animais.” Centros de fauna O Ibama quer o envio ao centro de fauna do Oiapoque de dois peixes-boi, “Fazendinha” e “Bernardo”, que sairiam do Bioparque de Macapá. Já o peixe-boi “Sérgio”, que hoje está abrigado na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), seguiria para centro de fauna da Petrobras em Belém. O Ibama também propôs que a estatal avalie com parceiros o translado de dois outros peixes-boi, “Eddie” e “Pedro” para o centro de fauna de Belém. Após a reabilitação de “Fazendinha”, “Bernardo”, “Sérgio”, “Eddie” e “Pedro”, os peixes-boi devem ser levados para uma estrutura de aclimatação do Instituto Bicho D’Água, no município de Soure (PA). Transporte de peixes-boi O órgão quer que a empresa apresente cronograma para transportar outros dois peixes-boi, “Arari” e “Kaluanã”, do ZooUnama, no município de Santarém (PA), para Benevides, também no Pará, sob os cuidados do Instituto Bicho d’Água. Além disso, a Petrobras terá que apresentar um plano de ação para o transporte dos peixes-boi “Victor” e “Perpétua”, ambos localizados no BioParque Macapá, para Soure.