Ambiente global nesta terça-feira foi marcado pela menor percepção de risco geopolítico, com desvalorização generalizada da moeda americana 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Notas de US$ 100 — Foto: Paul Yeung/Bloomberg O dólar à vista operou bem perto da estabilidade boa parte da sessão, com viés de queda, mas foi às mínimas perto do fechamento dos negócios. O ambiente global nesta terça-feira foi marcado pela menor percepção de risco geopolítico, diante de notícias de que Estados Unidos e Irã estariam próximos de um acordo de paz. Por conta disso, a moeda americana terminou enfraquecida na maioria dos mercados mais líquidos. Encerradas as negociações desta terça no mercado à vista, o dólar fechou negociado em queda de 0,25%, cotado a R$ 5,1399 depois de ter encostado na mínima de R$ 5,1385 e batido na máxima de R$ 5,1656. Já o euro comercial recuou 0,12%, a R$ 6,0011. Perto das 17h15, no exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, caía 0,13%, aos 98,876 pontos. O dólar à vista operou perto da estabilidade com viés de queda em boa parte do pregão. No fim das negociações a dinâmica ganhou leve intensidade, com a moeda americana batendo as mínimas em meio às notícias de que Estados Unidos e Irã estariam se aproximando de um cessar-fogo. Pela manhã, o alívio já vinha nesta direção, já que operadores consideraram leves as sanções americanas contra o Irã. O estrategista de moedas Francesco Pesole, do ING, diz em nota que as sanções dos Estados Unidos contra o Irã e seus parceiros comerciais têm como principal alvo a China. “Em nossa visão, qualquer retomada significativa do conflito comercial entre EUA e China seria negativa para o dólar, reproduzindo a correlação observada no ano passado entre a moeda americana e essa questão. A disputa entre EUA e Canadá poderia, incidentalmente, amplificar essa reação negativa do dólar”, afirma. Nesta terça, o Canadá anunciou US$ 20 bilhões em tarifas retaliatórias sobre produtos dos EUA. Sobre o cenário local, os estrategistas Clyde Wardle e Joseph Incalcaterra afirmam, em nota, que uma questão importante para os investidores é onde o dólar poderia chegar em cada um dos cenários de vitória de Lula ou Flávio Bolsonaro. “Com base nos dados [do banco] e em estimativas ‘feitas de modo rápido’, esperamos que o dólar chegue a R$ 5,50 no status quo e caia para aproximadamente R$ 4,50 caso haja uma mudança de administração”, afirmam. Ainda assim, eles apontam que o histórico mostra que, nos dois meses que antecedem o primeiro turno das eleições, o real tende a se enfraquecer frente ao dólar, enquanto a volatilidade do câmbio aumenta. “Isso nos mantém cautelosos em relação ao real no curto prazo.”
Dólar à vista fecha em queda com possível acordo de paz entre EUA e Irã
Ambiente global nesta terça-feira foi marcado pela menor percepção de risco geopolítico, com desvalorização generalizada da moeda americana







