A China condenou nesta terça-feira (25) o artista Gao Zhen, autor de esculturas irreverentes que satirizam o ex-líder Mao Tsé-Tung, a três anos de prisão por atentar contra "a honra dos heróis" nacionais, informou uma organização de defesa dos direitos humanos.

Zhen, de 70 anos, e seu irmão mais novo, Gao Qiang, ficaram famosos no início dos anos 2000 por sua arte que aborda temas políticos sensíveis, como a Revolução Cultural, os protestos da Praça Tiananmen (Paz Celestial) e o legado de Mao, que governou a China de 1949 até sua morte em 1976.

Entre suas criações, há uma escultura do líder comunista de joelhos com o título "A Culpa de Mao" e outra chamada "Execução de Cristo", na qual várias estátuas de bronze de Mao apontam fuzis para uma figura de Jesus.

Gao Zhen, que se radicou nos Estados Unidos em 2022, foi detido em seu estúdio na região de Pequim durante uma visita à China em agosto de 2024.

O artista foi acusado em junho do ano passado por "atentar contra a reputação e a honra de heróis e mártires", informou à AFP a ONG Chinese Human Rights Defenders (CHRD).