Um levantamento do instituto QSocial Big Data aponta que 63% dos argentinos consideram o governo de Javier Milei incapaz de resolver os principais problemas do país. Essa percepção subiu dois pontos percentuais desde junho. No geral, 61% desaprovam o desempenho do ultraliberal (eram 64% em junho) e 34% o aprovam (eram 31%).
A tímida evolução no índice geral decorre, segundo a sondagem, da avaliação de eleitores do partido PRO, do ex-presidente Mauricio Macri, e dos “setores independentes”. Ao jornal Perfil, de Buenos Aires, Lucas Klobovs, diretor de Opinião Pública do instituto, afirmou que o movimento representa “um retorno à mínima anterior, mais do que uma recuperação”.
Outro dado negativo para o presidente: para 73%, sua administração governa apenas para alguns setores (nove pontos a mais que na rodada de junho), enquanto 25% entendem que ele trabalha para a maioria da população. Além disso, 65% dos argentinos acreditam que a maioria dos funcionários do governo é corrupta.
Também chega a 65% o universo dos que afirmam que os sacrifícios econômicos feitos pela sociedade argentina não valerão a pena no futuro, contra 33% que ainda nutrem essa expectativa. Segundo Klobovs, os dados sinalizam a queda da “tolerância social à austeridade”. É um dado particularmente delicado para o presidente e sua motosserra em gastos sociais e direitos.






