Ministro da Fazenda apresentou número que constará na proposta orçamentária 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Salário mínimo tem reajuste anual — Foto: O GLOBO O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o governo projeta o salário mínimo de 2027 em R$ 1.741. Esse valor representa uma alta de R$ 24 em relação à estimativa feita em abril, que era de R$ 1.717. O valor foi atualizado por conta de novas estimativas de inflação para o fechado deste ano. O número constará no projeto de lei do orçamento do próximo ano, que será apresentada pelo governo e enviada ao Congresso Nacional no dia 31 deste mês. Esse valor representa uma alta de 7,4% em relação ao valor deste ano, de R$ 1.621. – O salário mínimo, com os reajustes previstos em lei, chega a R$ 1.741 no ano que vem. E esse valor, necessariamente cumprindo a legislação brasileira, (está) dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a Previdência, ara os benefícios sociais que têm indexação do salário mínimo – disse o ministro. Durigan afirmou também que o orçamento será "robusto" e que o governo já projeta um aumento das obrigatórias um pouco inferior ao aumento geral do orçamento. O ministro confirmou ainda que a previsão de receita dos novos tributos da Reforma Tributária do consumo, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo vai constar no projeto orçamentário, como adiantou o colunista do GLOBO Fabio Graner. Número oficial em dezembro O número oficial do salário mínimo, porém, só será conhecido no fim do ano. O cálculo levará em conta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 12 meses acumulado até novembro de 2026 mais de 2,5% de ganho real, seguindo a regra estabelecida em 2024. Além dos trabalhadores que, por contrato, recebem um salário mínimo, ou múltiplos desse valor, o piso serve de referência para aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Este valor influencia benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), pagamentos do Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), seguro-desemprego (parcela mínima) e valor da contribuição previdenciária dos microempreendedores individuais (MEIs). O valor também afeta indenizações pagas pelos Juizados Especiais a quem vence ações na Justiça. Cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) seguem o mínimo. Por isso, seu reajuste impacta diretamente as contas públicas.