Introdução

Quando penso em binários nativos com .NET, muitos devs imaginam imediatamente executáveis compactos, ultra-rápidos no startup, prontos para serverless. A realidade é mais nuançada. Native AOT (Ahead-Of-Time compilation) é poderoso — mas nem sempre é a resposta. Você pode compilar C# para nativo, sim. Mas qual é o preço real? Como funciona internamente? E em quais cenários faz realmente sentido investir tempo de compilação, limitações de reflection e binários maiores?

Eu criei este artigo porque vi muitos devs tentando usar Native AOT sem entender o tradeoff: ganhar 200–300ms de startup time pode custar +30MB de binário e remover reflexão do seu código. Neste guia, vou levar você através da stack de compilação completa — desde C# interpretado por Roslyn até o native code saindo do ILCompiler — e mostrar exatamente quando (e quando não) usar Native AOT em produção.

Pré-requisitos

Conhecimento de C# e .NET: experiência com .NET 8+ e familiaridade com conceitos como assemblies, IL (Intermediate Language) e garbage collection.