24/08/2026 03h30 Atualizado há 28 minutos
Desde que decidiu se lançar ao governo do Rio, o ex-prefeito da capital Eduardo Paes (PSD), aliado do presidente Lula, tem o desafio de furar a bolha criada pelo PL no interior fluminense — no pleito passado o partido de Jair Bolsonaro saiu das urnas com o maior número de prefeituras e mapeava ter aliados em 70 dos 92 municípios do estado. Nas últimas semanas, porém, ao menos parte dos que comandam as máquinas públicas dessas cidades não tem trabalhado, como esperado, para impulsionar a candidatura de Douglas Ruas (PL) ao Palácio Guanabara, movimento interpretado com traição pelo PL e que ocorre em meio a articulações do grupo político de Paes, que visitou todos os municípios do estado.
O baixo engajamento pode ser observado nas redes sociais. Levantamento feito pelo GLOBO na última semana mostra que nove dos 22 prefeitos eleitos pelo PL evitaram declarar publicamente voto em Ruas nos primeiros dias da campanha, iniciada oficialmente no último dia 16. Parte deles tem uma característica em comum: mal abordam as eleições deste ano ou apenas manifestam seus apoios a candidatos ao Congresso.
Aliados de Paes contam que o movimento faz parte da estratégia da campanha e sabem que os prefeitos e políticos locais que desejam caminhar com o PSD podem esbarrar em uma dívida eleitoral com o bolsonarismo ou em retaliações por infidelidade partidária. Por isso, contam com um aceno indireto de apoio, como não mergulhar na campanha de Ruas, deixando o ambiente eleitoral morno, e até colaborar com candidatos de Paes ao Congresso e para a Assembleia Legislativa do Rio.












