Quem tem o talento?
Na disputa pela supremacia científica e tecnológica, essa pergunta é a que mais se destaca. Não faz muito tempo, a resposta era uma só: os Estados Unidos, e embora continuem sendo o principal destino mundial para os cientistas mais ambiciosos, a combinação de cortes de verba, políticas restritivas de imigração e desconfiança em relação aos nascidos na China está comprometendo essa vantagem justo quando os asiáticos, apesar das próprias falhas graves, está se tornando uma alternativa cada vez mais viável.
Há muito tempo, jovens pesquisadores vêm aos Estados Unidos em busca de formação acadêmica, mas uma combinação de investimentos chineses e restrições americanas está alterando esse equilíbrio. - Dongyan Xu/The New York Times
O apelo dos dois países ficou claro em dois eventos recentes: entre os quatro vencedores da Medalha Fields 2026, uma das maiores honrarias da matemática, estavam dois estudiosos chineses que vieram para os EUA para estudos avançados, e não só se destacaram como continuam no Ocidente.
Além disso, temos o caso de Zhilin Yang. Como muitos conterrâneos, ele veio para os EUA fazer pós-graduação, mas em vez de ficar, voltou para casa para fundar a Moonshot AI —e em julho, a empresa lançou um modelo de IA de código aberto impressionante, o Kimi K3, que chega perto do desempenho dos melhores modelos norte-americanos, a um custo menor.






