Uma leitura crítica, sem dogmas e sem espantalhos
Muito se fala sobre Clean Code, publicado no Brasil como Código Limpo. Entre iniciantes e desenvolvedores de nível pleno, é comum encontrar quem adote suas recomendações de maneira dogmática, como se o livro fosse um tratado de verdades absolutas. No outro extremo, profissionais mais experientes frequentemente o descartam por completo e parecem dispostos a queimá-lo na fogueira erguida do outro lado dessas mesmas verdades absolutas. Em ambos os casos, a leitura crítica acaba substituída por uma conclusão tomada de antemão.
Para esta série, usarei a edição original em inglês. Tenho uma longa e desastrosa experiência com traduções da Alta Books e minha recomendação continua sendo direta: aprendam inglês e leiam o original. Já escrevi sobre isso e não pretendo retomar essa discussão aqui. Para quem trabalha com desenvolvimento de software, a capacidade de ler textos técnicos em inglês é fundamental.
Robert “Uncle Bob” Martin sustenta publicamente posições que considero indefensáveis e que atraem um público politicamente conservador, para dizer o mínimo. A discussão em torno desses posicionamentos é legítima, mas não será o objeto desta série. Vou me limitar à análise da obra, mantendo uma distância saudável de seu autor.






