Um grupo de astrônomos descobriu a estrela mais rápida já vista na Via Láctea, um astro que poderá ajudar a medir a rotação do buraco negro supermassivo que mora no coração da galáxia e servirá como (mais um) ótimo teste da teoria da relatividade.
A estrela, batizada como S301, foi descoberta com o VLTI, uma configuração do Very Large Telescope que combina dados dos quatro telescópios de oito metros do complexo para obter a resolução equivalente à de um supertelescópio, 15 vezes maior. Foi graças a isso que o apontamento para o objeto conhecido como Sagitário A* (diz-se A-estrela) conseguiu distingui-la e descobrir que ela completa uma volta em torno do buraco negro, com seus 4,3 milhões de massas solares, a cada 8,7 anos terrestres em uma órbita bem achatada. No ponto mais próximo, ela chega a estar a 1,78 bilhão de km do buraco negro –pouco mais do que a distância do Sol a Saturno.
Na posição em que ela está, sua órbita é afetada pela própria rotação do buraco negro, e os cientistas esperam seguir monitorando a trajetória da estrela nos próximos anos para medir esse efeito diretamente. Segundo o grupo liderado por Reinhard Genzel, do Instituto Max Planck, na Alemanha, que publicou seu achado na última edição da revista Nature, será possível identificar a taxa de rotação do buraco negro em no máximo uma década. Estamos diante de um baita laboratório para a física relativística.











