Esposa do influenciador contou, neste fim de semana, que Lito aguarda na fila para participar do estudo clínico 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lito Sousa está em fila para estudo nos EUA, diz mulher do influenciador. — Foto: Reprodução / Broad Institute A esposa do piloto e influenciador Lito Sousa, Mila Seidl, compartilhou nas redes sociais que ele está na fila para um estudo na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, após ter sido diagnosticado com doença de Creutzfeldt-Jakob, um diagnóstico raro, neurodegenerativo e sem cura que leva à deterioração das funções mentais e motoras. Em abril deste ano, a universidade, junto ao Instituto Broad e à Universidade de Massachusetts, ambos também nos EUA, deram início à primeira fase de um estudo clínico para avaliar a segurança e a tolerabilidade de um potencial novo medicamento para a doença. O diagnóstico de Creutzfeldt-Jakob é considerado uma doença priônica, uma classe de distúrbios neurodegenerativos causados pelo acúmulo de proteínas anormais chamadas príons no cérebro. Hoje, são quadros geralmente fatais dentro de meses ou anos após o início dos sintomas. O novo medicamento experimental consiste em um pequeno RNA de interferência, que levou o nome de siRNA. A molécula se liga e corta o RNA mensageiro que carrega as instruções dentro da célula para produzir a proteína priônica. Com isso, reduz a quantidade da substância causadora da doença no cérebro. “A proteína é o problema aqui, mas é difícil atingi-la uma vez que ela está lá, então queremos subir e atingir a molécula de RNA que produz a proteína”, explica Eric Minikel, pesquisador de Harvard, investigador principal do estudo e codiretor do programa Prion Therapeutic Science do Instituto Broad, em comunicado. Nos testes pré-clínicos, com animais em laboratório, o tratamento reduziu em 49% a quantidade de proteína priônica em camundongos e resultou em um aumento de 64% no tempo de sobrevivência após uma única dose administrada depois do início dos sintomas. O estudo descrevendo os resultados foi publicado na revista científica Nucleic Acids Research. No entanto, na maioria das vezes, os resultados em animais não são replicáveis para humanos. Por isso, a importância dos estudos clínicos, conduzidos com pessoas e compostos de três etapas, para confirmar a segurança e a eficácia do tratamento antes da sua possível aprovação para uso. “Finalmente levar este medicamento a um ensaio em humanos é a realização, há muito esperada, de um sonho de longa data, mas também é apenas o começo do aprendizado sobre a segurança e a atividade desse medicamento em humanos”, diz Minikel. A fase inicial do estudo deve incluir 15 pacientes sintomáticos, que receberão uma dose do siRNA por meio de punção lombar. Os novos pacientes incluídos ao longo do ensaio receberão doses maiores do que aqueles recrutados anteriormente. O estudo também terá um grupo para comparação, composto por outros 15 participantes que não receberão nenhum tratamento. A conclusão dos testes é esperada para agosto de 2029, segundo o registro na plataforma ClinicalTrials. Nos próximos anos, porém, novas terapias em desenvolvimento também devem entrar nas etapas de estudos clínicos e ampliar o horizonte de possibilidades para as doenças priônicas. Em abril do ano passado, os mesmos pesquisadores de Harvard e do Instituto Broad anunciaram que testes de um outro tratamento envolvendo edição genética para alterar o gene que produz as proteínas priônicas reduziu pela metade a substância no cérebro de camundongos e prolongou a vida dos animais em 52%. Os achados foram publicados no periódico Nature Medicine. A técnica não é simples, e ensaios com humanos ainda devem levar anos para começar, afirmam os especialistas. Mas a expectativa é alta: Sonia Vallabh, pesquisadora biomédica de Harvard e esposa de Eric Minikel, que também trabalha nos projetos com doenças priônicas, perdeu a mãe por um diagnóstico do tipo. No fim de 2010, sua mãe morreu devido a um quadro que depois foi confirmado como insônia familiar fatal, uma das doenças priônicas. Pouco tempo depois, a própria Sonia testou positivo para a mutação causadora da doença. As descobertas levaram o casal a mudarem de carreira para se dedicar à compreensão e ao desenvolvimento de um tratamento para doenças priônicas. Hoje, os dois são pesquisadores de Harvard e comandam seu próprio laboratório no Instituto Broad, com 14 pesquisadores.
Lito Sousa: conheça o tratamento experimental em estudo em Harvard para doença de Creutzfeldt-Jakob
Esposa do influenciador contou, neste fim de semana, que Lito aguarda na fila para participar do estudo clínico













