Produtor apresentou drama chileno ‘La perra’, de Dominga Sotomayor, no Festival de Gramado; Selton Mello faz parte do elenco 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Produtor Rodrigo Teixeira — Foto: Edison Vara/Ag.Pressphoto/Divulgação ‘La perra’, de Dominga Sotomayor, foi o filme de encerramento do Festival de Cinema de Gramado na noite de sexta-feira (21). Adaptação de “A cachorra”, de Pilar Quintana, o longa chileno é uma produção do brasileiro Rodrigo Teixeira e conta com a presença de Selton Mello no elenco. Na manhã deste sábado (22), Teixeira participou de coletiva de imprensa e falou sobre o novo projeto, uma coprodução entre Brasil e Chile que está na lista de possível representante chileno na corrida pelo Oscar de melhor filme internacional, estatueta que o produtor ajudou a trazer para o Brasil com o prêmio de “Ainda estou aqui”. — Recebi o livro em 2019. Comecei a ler durante a pandemia e terminei em uma sentada. Li o livro e vi um filme. Fiquei pensando em como contar essa história no Brasil e não estava encontrando muito eco. Então pensei na Dominga. E ela já era fã da Pilar e ficou muito animada. Ela sugeriu filmarmos no Chile — afirmou o produtor, que apresentou Selton Mello à diretora. — A Dominga viu “Ainda estou aqui”, gostou muito e me perguntou do Selton. As pessoas falam muito da Fernanda Torres, é claro, mas é impressionante que toda viagem que faço, todo festival que participo no mundo, os diretores me perguntam sobre ele. Acho que funcionou a química dele com a Dominga, é um personagem bem diferente do que ele já fez. O longa foi premiado no Festival de Cannes com o troféu mais inusitado do evento: a Palm Dog de melhor cachorro em filme na programação. O produtor falou ao trabalhar com animais. — É difícil filmar com cachorros, mas encontramos a solução. Deixamos o cachorro solto num ambiente controlado. Eram dois cachorros, um mais agitado e um mais tranquilo — lembrou. Durante a coletiva, Teixeira comentou sobre as possibilidades do Brasil no Oscar 2027, destacando alguns filmes com boa trajetória em festivais internacionais, especialmente “Feito pipa”, de Allan Deberton, “Nosso segredo”, de Grace Passô, exibidos no Festival de Berlim, e “Vicentina pede desculpas”, de Gabriel Martins, na programação principal do Festival de Toronto. — São três grandes filmes, de três grandes realizadores, mas é um ano difícil, com grande competição. Temos “Fjord”, de Cristian Mungiu, “Minotauro”, de Andrey Zvyagintsev, “La bola negra”, de Javier Calvo e Javier Ambrossi — afirmou Teixeira. — Quero que o Brasil vá todos os anos para o Oscar. Mas é preciso ter uma boa distribuição nos EUA. Temos que fazer esse filme ser visto para 11 mil votantes, temos que unir os votos brasileiros e os votos latinos. Sem distribuição nos EUA, acho difícil investir numa campanha pro Oscar. É muito caro. Ainda sobre a dificuldade de uma corrida pelo Oscar, Teixeira revelou ter sofrido um enfarte há pouco mais de dois meses e que recebeu a recomendação de médicos para evitar tantas viagens internacionais e, se precisar, passar períodos maiores fora do país. — A campanha do Oscar te destrói. Fiz 16 viagens intercontinentais em menos seis meses. Fernanda Torres passou três meses fora de casa. No ano passado, encontrei Kleber (Mendonça Filho) e Emilie (Lesclaux) várias vezes em aeroportos. A sua vida vira um inferno, você fica longe da esposa, dos filhos. Não é fácil — explicou. Para 2027, o produtor tem um filme americano que espera emplacar no Oscar: “Tigre de papel”, de James Gray. Com Adam Driver, Scarlett Johansson e Miles Teller, o longa abrirá a Mostra de São Paulo no dia 14 de outubro. “La perra” ainda não possui previsão de lançamento nos cinemas brasileiros. O repórter viajou a convite do Festival de Cinema de Gramado.
Produtor de ‘Ainda estou aqui’, Rodrigo Teixeira analisa chances do Brasil no Oscar 2027: ‘temos grandes filmes, mas é difícil’
Produtor apresentou drama chileno ‘La perra’, de Dominga Sotomayor, no Festival de Gramado; Selton Mello faz parte do elenco








