'Se juros caírem, é possível dobrar o investimento em infraestrutura', diz diretora do BNDESPara Luciana Costa, o debate sobre infraestrutura também passa pelos temas do ajuste fiscal e até sobre a reestruturação das emendas parlamentares. Crédito: EstadãoO presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e o governador interino do Rio, Ricardo Couto, anunciaram um acordo para renegociar uma dívida de R$ 8 bilhões do Estado com o banco. O passivo inclui financiamentos para a Linha 4 do metrô e a Supervia. O acordo, anunciado no TJ-RJ, permitirá ao Estado economizar R$ 242 milhões anuais e prolongar o prazo dos financiamentos. A medida é crucial para a adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, facilitando novos projetos e financiamentos.RIO - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, e o governador interino do Rio, o desembargador Ricardo Couto, anunciaram, nesta sexa-feira, 21, um acordo para renegociar uma dívida de R$ 8 bilhões do Estado com o banco de fomento.O passivo fluminense é composto por um financiamento de R$ 6,1 bilhões para a Linha 4 do metrô, construída para os Jogos Olímpicos de 2016, e de R$ 1,9 bilhões para a Supervia, antiga concessionária de trens urbanos, informou Mercadante.'Vamos prorrogar o prazo e reduzir as prestações', diz o desembargador Ricardo Couto, governador interino Foto: Pedro Kirilos/EstadãoPUBLICIDADEO entendimento foi anunciado em coletiva no Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), no centro do Rio, nesta sexta-feira, 11. De acordo com o presidente do BNDES, o serviço da dívida custa cerca de R$ 600 milhões ao Estado anualmente. Com o acordo, disse, o Tesouro estadual vai economizar cerca de R$ 242 milhões ao ano. O prazo dos financiamentos também será prolongado.“Vamos prorrogar o prazo e reduzir as prestações. Com isso, o BNDES resolve esse passivo, continuamos com o financiamento e liberamos o Estado para novos projetos”, afirmou a jornalistas.Segundo Mercadante, o acerto era fundamental para que o Estado desse início à adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). O Estado do Rio de Janeiro formalizou a entrada no Propag em junho. O programa, que substitui o antigo Regime de Recuperação Fiscal (RRF), reduziu as parcelas mensais da dívida com a União.“Resolvendo isso, o Propag está equacionado. Tem uma formalização para a Fazenda, mas já demos um passo fundamental para o Estado recuperar as suas condições de financiamento.”PublicidadeNa terça-feira, 18, o governador interino se reuniu com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em Brasília, para discutir a reestruturação de cerca de R$ 26 bilhões em dívidas com instituições financeiras.“Estamos cumprindo hoje com aquilo que foi dito essa semana, exatamente para propiciar o cumprimento dos termos do Propag”, afirmou Couto.Leia tambémDevedor contumaz: governo do RJ encaminha projeto de lei para punir empresas em situação irregularRicardo Corrêa: Sucesso do ‘governador biônico’ do RJ é recado doloroso e perigoso dos vícios de nossa democraciaNovo programa de socorro a Estados pressiona contas do governo federal mesmo com vetos de LulaCom o Banco do Brasil, o BNDES é um dos maiores credores do Estado do Rio. De acordo com o secretário estadual da Fazenda, Guilherme Mercês, o Rio também busca um acordo de R$ 7 bilhões com o Banco Mundial, que será pautado na Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do Ministério do Planejamento em setembro.PublicidadeNa coletiva, Couto e Mercadante apresentaram três iniciativas tidas como “legado” para o próximo governo. A carteira de projetos inclui a expansão da Linha 2 do metrô, a aquisição de novos helicópteros para a saúde e segurança pública e a construção de um presídio. A expectativa é de que parte dos compromissos possa ser assinada antes do término do atual mandato tampão. Vale ler tambémBancos privados estudam entrar em financiamentos no Minha Casa, Minha VidaA despesa de seguro-desemprego deveria ter caído, mas saltou 188% em termos reais entre 2003 e 2014Sicredi supera R$ 500 bi em ativos e se consolida entre maiores bancos