Um grupo de bispos da Igreja Católica resolveu denunciar o "conservadorismo autoritário" que, em sua visão, espalha discursos agressivos e superficiais contra quem pratica a fé ajudando os pobres, defendendo a democracia e cuidando do meio ambiente.

São "mentalidades fechadas" que, para esse bloco de líderes católicos, encorajam "bolhas alienadas e alienantes no ambiente socio-eclesial" e "se alimentam do ódio e alimentam o ódio".

O movimento, intitulado Bispos do Diálogo pelo Reino, divulga nesta sexta (21) esta carta publicada de antemão pela Folha (íntegra abaixo). Nela, católicos com inclinação progressista dentro do clero nacional defendem que a fé cristã deve combater "estruturas opressoras, causadoras de feridas na terra e no coração da humanidade".

São dezenas de bispos signatários, embora nenhum revele o nome. Um deles relatou ao jornal que a decisão pela assinatura coletiva, sem especificar quem é quem, busca evitar o forte histórico de perseguições e agressões virtuais que o grupo costuma sofrer nas redes sociais.

O texto, não por acaso elaborado a dois meses do primeiro turno da eleição presidencial de 2026, critica o uso de redes digitais para propagar ódio, um movimento que viria inclusive de canais vinculados ao catolicismo, de acordo com esses bispos.